Cinema do mundo rodado em Lisboa

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Cinema do mundo rodado em Lisboa

A actriz Fanny Ardant apresentou em Lisboa a segunda longa metragem de carreira como realizadora. "Cadências Obstinadas" mistura actores nacionais e estrangeiros, será falado em várias línguas, mas o francês domina.

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Fanny Ardant foi a última companheira de vida do cineasta François Truffaut e é uma das divas do cinema francês. Depois de se estrear na realização com "Cinzas e Sangue", em 2009 (ver artigo recomendado sobre o filme), volta para trás das câmaras, mais uma vez com produção de Paulo Branco através da Alfama Filmes.

Numa conferência de imprensa em Lisboa, a actriz revelou que depois de escrever a história de "Cadências Obstinadas", precisava de um produtor livre e de mente aberta que saiba aceitar os filmes como algo que faz parte do sonho. E porquê filmar na cidade de Lisboa? Em resposta à pergunta, Fanny Ardant relembra uma máxima - a terra a quem a trabalha - e acrescenta: "Lisboa Belongs to Me!"

Paulo Branco destacou a importância no actual contexto do país, de trazer para Portugal projectos que envolvam técnicos e actores portugueses. A rodagem já começou, vai estender-se por seis semanas, sempre em Lisboa e com uma equipa maioritariamente portuguesa. No elenco juntam-se nomes internacionais e nacionais.

A actriz Asia Argento entra no projecto admitindo que aceitou desde logo, por se tratar de um filme de Fanny Ardant, alguém que considera ser uma espécie de escola de cinema. Gerárd Depardieu também vai participar, assim como Franco Nero. Aos nomes internacionais juntam-se Nuno Lopes e Ricardo Pereira, dois actores portugueses que Fanny Ardant conhece pela participação em "Mistérios de Lisboa" e "As Linhas de Wellington".

A história reúne um grupo de amigos numa noite de passagem de ano, e o desafio de recuperar um velho hotel em ruínas, onde se encontram. Há medida que as obras do projecto avançam, as relações de amor e amizade são afectadas e postas em causa.

Fanny Ardant prometeu não fazer do filme um postal de Lisboa, até porque prefere os detalhes das pequenas ruas e das pedras, e porque a história não é identificada com uma cidade especifica.

Quanto aos meios de produção, Paulo Branco revelou que se trata de um projecto francês, sem dinheiros públicos portugueses, mas espera ainda conseguir alguns apoios da RTP e da câmara de Lisboa.

O produtor aproveitou para sublinhar que nos tempos que correm é preciso fazer mais pelo cinema, captar produções internacionais para serem rodadas no país, e dar trabalho aos técnicos e as equipas portuguesas. Por último, defendeu a necessidade de criar mecanismos de apoio ao cinema, que podem passar pelas autarquias e pelas televisões, em vez de esperar que o ICA, Instituto de Cinema e Audiovisual, resolva todos os problemas.

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