De Judy Garland a Meryl Streep
Judy Garland (1922-1969): um dos nomes a serem evocados na 86ª cerimónia dos Oscars

Oscar 2014  

De Judy Garland a Meryl Streep

Num ano recheado de notáveis composições de actores e actrizes, Judy Garland será um dos símbolos da história clássica de Hollywood cujas memórias vão passar pela 86ª cerimónia dos Oscars.

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Foi uma das derradeiras informações oficiais sobre os conteúdos da 86ª cermónia dos Oscars: na noite de 2 de Março, a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood vai evocar "O Feiticeiro de Oz" (1939), de Victor Fleming, celebrando os 75 anos passados sobre o seu lançamento.

O facto envolve vários níveis simbólicos que importa referir. Em primeiro lugar, trata-se de um dos títulos do ano mágico de 1939, decisivo na consolidação da cor e do som — é o ano de "E Tudo o Vento Levou", também realizado por Fleming; depois, pela sua combinação de fábula e musical passa todo um conceito de entertainment que viveria a sua época de ouro nas décadas de 40/50; enfim, no papel de Dorothy, a sua jovem protagonista — Judy Garland tinha, na altura da estreia, 17 anos — é uma das imagens mais perenes da mitologia de Hollywood e da sedução peculiar do espectáculo cinematográfico.

Faz todo o sentido que Garland seja evocada num ano em que os actores adquirem uma tão forte evidência nos Oscars (e espera-se que na homenagem participe a sua filha, Liza Minnelli). Mais do que isso: não podemos deixar de lembrar que o reconhecimento específico dos actores surgiu reforçado desde que, em 2011, Steve Martin e Alec Baldwin foram os apresentadores dos Oscars.

 Na verdade, sejam quais forem os vencedores, é raro deparar com uma conjuntura em que possamos encontrar composições tão admiráveis como as de Meryl Streep ("Um Quente Agosto"), Leonardo Di Caprio ("O Lobo de Wall Street"), Cate Blanchett ("Blue Jasmine"), Matthew McConaughey ("O Clube de Dallas") ou Michael Fassbender ("12 Anos Escravo").

É mesmo extraordinário verificar que um dos filmes envolvidos, "Golpada Americana", consegue a proeza de ter nomeações nas quatro categorias de interpretação: Christian Bale (actor), Amy Adams (actriz), Bradley Cooper (actor secundário) e Jennifer Lawrence (actriz secundária). De facto, tal conjugação de nomeações apenas aconteceu 15 vezes na história da Academia, sem que algum filme, alguma vez, tenha conseguido o pleno de vitórias.

Uma coisa é certa: sejam quais forem os vencedores, o panorama irá reflectir um cinema fortemente apoiado nos actores e na sua insubstituível dimensão humana — até prova em contrário, e apesar do ruído do marketing e da informação menos sensível à pluralidade interior de Hollywood, o cinema (americano e não só) está longe de se esgotar em super-heróis a destruir cenários digitais...

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publicado 18:35 - 01 março '14

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