Desfile de estrelas celebra os 75 anos de Cannes

Cannes 2022  

Desfile de estrelas celebra os 75 anos de Cannes

Uma sucessão de estrelas, de Gael García Bernal a Sophie Marceau, Jake Gyllenhaal, ou Léa Seydoux, e uma comédia de Louis Garrel: o Festival de Cinema de Cannes celebrou o seu 75º aniversário na terça-feira.

"Cannes representa o reino do cinema, a religião do cinema, a única em que acredito! Há aqui algo santificado", afirmou o cineasta israelita Nadav Lapid, vencedor do Prémio do Júri do ano passado com "Ahed's Knee", ao subir a escadaria que dá acesso ao Palácio dos Festivais.

Personalidades para quem Cannes representou um ponto de viragem nas suas carreiras subiram a escadaria forrada a vermelho, incluindo os realizadores Nicolas Winding Refn (Prémio do Júri com "Drive" em 2011), Paolo Sorrentino (Prémio do Júri com "Il Divo" em 2008) e Claude Lelouch, Palma de Ouro com "Um Homem e uma Mulher", que disse: "Cannes representa uma vida inteira de cinema, nasci aqui pela segunda vez em 1966, adoro este festival, devo-lhe tudo".

Opinião semelhante foi expressa por Mathieu Kassovitz: "Adoro este festival, devo-lhe tudo. Cannes representa um dos últimos refúgios do cinema". Para ele é fundamental que continue a existir para que o cinema "continue a existir, para que as pessoas sonhem".

Os elementos do júri também estiveram presentes, desde o presidente Vincent Lindon às actrizes Noomi Rapace e Deepika Padukone, bem como as equipas dos filmes em competição nesta 75ª edição, incluindo David Cronenberg e Léa Seydoux.

O filme da noite, exibido fora de competição, foi "L'Innocent", uma comédia de ligeira que subverte os códigos dos filmes sobre assaltos onde Louis Garrel é realizador e protagonista como Abel, um jovem cuja mãe, interpretada por Anouk Grimberg, casa com um homem acabado de sair da prisão (Roschdy Zem). "Queria fazer um filme policial que fosse divertido, leve e engraçado de ver", disse à AFP.

O filme revela ainda o potencial cómico de Noémie Merlant, vista em dramas como "Retrato da Rapariga em Chamas". "Na vida, acho que não sou uma pessoa muito engraçada", admite a atriz. "Quando se conta uma piada, receio sempre que seja mal compreendida, que seja um fracasso. Mas o Louis tem uma forma de fazer os actores sentirem-se confortáveis, e isso é essencial na comédia", acrescenta.

A 75.ª edição do Festival de Cannes prossegue até domingo.

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