Diários de Otsoga: o cinema confinado de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro

Cinema Português  

"Diários de Otsoga": o cinema confinado de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro

Quase um segredo, o projeto de baixo orçamento e filmado em 16mm, ganhou representação internacional através da The Match Factory.

Foi hoje confirmado que o projeto de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro produzido em plena pandemia, durante o verão de 2020 ("Otsoga" é "agosto" escrito ao contrário), terá vendas internacionais pela The Match Factory. Pouso se sabe sobre "Diários de Otsoga", descrito pelos cineastas como "um diário do confinamento", mas "também uma ficção".

Em declarações à Visão, em setembro de 2020, o produtor Luís Urbano referiu-se ao projeto como "um filme improvisado, de muito baixo orçamento, sobre o que estamos a viver, e criado em regime de confinamento". “Não sei se o contexto da pandemia é o tema do filme, mas sei que foi o que o fez existir”, dizia Miguel Gomes meses depois, em janeiro deste ano, ao jornal argentino El Clarín. O realizador confirmou ainda que ele e a equipa “passaram pelos testes da Covid e depois ficaram confinados no local, uma propriedade em Sintra, até ao fim das filmagens”.

Em "Diários de Otsoga", rodado com película de 16mm, participam Crista Alfaiate, Carloto Cotta e João Nunes Monteiro. O argumento foi escrito a três mãos, por Gomes, Fazendeiro e Mariana Ricardo. A co-realizadora, Maureen Fazendeiro, trabalha em Portugal há vários anos e assinou os documentários "Black Sun" e "Motu Maeva". Atualmente, colabora com Gomes na escrita de "Selvajaria", o projeto que o realizador de "Tabu" e da trilogia "Mil e Uma Noites" tem em desenvolvimento inspirado no livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha e que foi distinguido com um prémio monetário de ajuda à produção no Festival de Locarno 2020.

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