Dino De Laurentiis: um produtor europeuque conquistou a América
Dino De Laurentiis (1919-2010)

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Dino De Laurentiis: um produtor europeu
que conquistou a América

De Federico Fellini a David Lynch, Dino De Laurentiis produziu projectos das mais variadas origens e características: o produtor italiano faleceu aos 91 anos.

Para recordarmos Dino De Laurentiis, falecido no dia 11 de Novembro, aos 91 anos de idade, vale a pena citar meia dúzia de títulos emblemáticos:

* ARROZ AMARGO (1949), de Giuseppe de Santis: uma das primeiras derivações pós-neo-realismo, conferindo a Silvana Mangano o estatuto de estrela do cinema italiano.

* A ESTRADA (1954), de Federico Fellini: "oscarizado" em Hollywood, foi um dos títulos decisivos para impor a poética felliniana, transcendendo fronteiras e mercados.

* BARBARELLA (1968), de Roger Vadim: com Jane Fonda no papel da heroína, esta aventura inter-galáctica inspirada na BD ficou como símbolo exemplar do kitsch da década de 60.

* OS TRÊS DIAS DO CONDOR (1975), de Sydney Pollack: um dos grandes thrillers americanos da década de 70, protagonizado por Robert Redford e Faye Dunaway.

* VELUDO AZUL (1986), de David Lynch: porventura o mais pessoal dos filmes de Lynch, revendo os segredos do universo familiar como uma espécie de pesadelo surreal e envolvente.

* HANNIBAL (2001), de Ridley Scott: a personagem de Hannibal Lecter, herdada de O Silêncio dos Inocentes, revista e reinventada num registo em que o policial se cruza com o terror.

Dino De Laurentiis é, nos últimos 70 anos, um dos nomes emblemáticos da produção cinematográfica italiana: começo no início da década de 40, tendo formado a Dino De Laurentiis Company em 1946. Ao todo, deixa o seu nome ligado a mais de 150 títulos.

A sua estratégia passou, desde 1970, por uma crescente implantação nos circuitos americanos, surgindo na base de muitos títulos made in USA, por vezes típicos dos géneros mais populares, outras com a marca de autores profundamente individualistas. Sintomaticamente, em 2001, a Academia de Hollywood distinguiu-o com o Prémio Irving Thalberg, destinado aos grandes nomes da área da produção.

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