Emilia Clarke e Chiwetel Ejiofor abrem o Festival de Cinema de Sundance

Festival  

Emilia Clarke e Chiwetel Ejiofor abrem o Festival de Cinema de Sundance

O primeiro grande festival de cinema do ano traz estrelas e cineastas independentes à pequena estância de esqui nas montanhas do Utah.

A estrela de "A Guerra dos Tronos" Emilia Clarke deu início quinta-feira ao Festival de Cinema de Sundance que reune cineastas independentes e estrelas de Hollywood nas montanhas do Utah pela primeira vez em três anos.

Fundado pelo actor Robert Redford o evento decorre até 29 de janeiro num resort na pequena localidade de Park City, mais de dois mil metros acima do nível do mar e serve como plataforma de lançamento para muitos filmes independentes e documentários.

"Este é o meu primeiro Sundance. Por isso estou emocionada por todos estarem tão empolgados como eu", disse Emilia Clarke, que apresentou, ao lado de Chiwetel Ejiofor, o filme "The Pod Generation", uma sátira social ambientada num futuro próximo, onde uma empresa inventou um útero destacável, permitindo aos casais partilhar a sua gravidez.

"É também um evento muito importante para o cinema independente. Temos de o manter vivo", acrescentou a atriz à AFP.

Após duas edições on-line, Sundance é o último grande festival de cinema a regressar ao formato tradicional.

Cerca de 110 filmes integram o programa este ano.

"É muito empolgante estar de volta", disse a directora do festival, Joana Vicente, numa conferência de imprensa na quinta-feira.

Sexualidade feminina

"É um pouco surreal estar de volta", disse à AFP a realizadora Nicole Newnham - cujo documentário anterior, intitulado "Crip Camp: The Cripple Revolution" estreou na última edição física do festival, em 2020, antes de ser nomeado para os Óscares.

O seu projecto mais recente, "The Disappearance of Shere Hite", traça a história esquecida da autora d "Relatório Hite", um estudo pioneiro da sexualidade feminina que vendeu milhões de cópias, mas desencadeou uma violento reação.

Este ano, "o facto de haver tantos filmes sobre a sexualidade das mulheres e questões femininas é realmente encorajador", diz Newnham.

Outros documentários sobre o assunto incluem "Judy Blume Forever", que conta a história de como a autora americana apresentou uma geração de jovens raparigas à puberdade e ao sexo, e as tornou alvos para os activistas conservadores. E "Pretty Baby", que trata da hipersexualização de mulheres jovens, olhando para o caso de Brooke Shields.

Os documentários são tradicionalmente a pedra angular do festival e um dos mais esperados é "Deep Rising". Com narração do actor havaiano Jason Momoa, desconstrói a perturbadora corrida ao fundo do mar em busca dos metais raros necessários para construir baterias.

A Ucrânia e as mulheres iranianas também estão no centro das atenções. "Borboletas de Ferro" examina a queda do voo MH17, abatido em 2014 por separatistas apoiados pela Rússia, e associa a falta de consequências para os responsáveis à guerra actual. O conflito é também o tema de "20 Dias em Mariupol".

"Joonam" é uma viagem pessoal que segue três gerações de mulheres na família iraniana da realizadora Sierra Urich. As longas-metragens "A Versão Persa" e "Shayda" também exploram histórias das mulheres no Irão e a sua diáspora, numa altura em que o país é abalado por fortes protestos.

Estrelas de Hollywood

Do lado da ficção, Sundance concentra-se principalmente em filmes de baixo e médio orçamento. Mas muitas estrelas de Hollywood vão estar no Utah a apresentar novos projetos.

Emilia Jones, após o sucesso como filha de um casal surdo em "CODA", é protagonista em "Cat Person", adaptado de um conto publicano na revista The New Yorker, e "Fairyland", baseado num sucesso literário sobre a crise da SIDA em São Francisco.

Jennifer Connelly surge em "Bad Behaviour" após o sucesso mundial de "Top Gun: Maverick". Ben Wishaw faz-lhe companhia no elenco no papel de um líder espiritual.

Em "Eileen", Anne Hathaway e Thomasin McKenzie constituem o duo de personagens num thriller sobre solidão e amizades femininas.

Para muitos filmes, o desafio do festival é encontrar um comprador entre os grandes estúdios americanos, a fim de ser amplamente distribuído. Mas este ano o interesse pode ser menor. Gigantes como a Netflix e a Warner Bros estão a cortar os seus orçamentos, após gastarem quantias desmesuradas com o objetivo de aumentar as suas ofertas no streaming.

por

Recomendamos: Veja mais Artigos de Festival