Estoril Film Festival, dia 2:Binoche, a pintora e os realizadores
Actriz e pintora... Binoche, revela uma faceta menos conhecida.
Foto Brigitte Lacombe

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Estoril Film Festival, dia 2:
Binoche, a pintora e os realizadores

Começou a desenhar desde cedo e acabou por ser o cinema - os realizadores e a relação que estabelece com eles - a determinar o percurso como pintora.

A exposição "Portraits in Eyes" apresenta retratos duplos de momentos 'roubados' ao cinema, às relações que Juliette Binoche foi estabelecendo com realizadores, e com as personagens que interpretou.

Ao todo, são 22 imagens duplicadas, para expressar a ideia da relação íntima, às vezes problemática, tantas vezes espiritual e filosófica, que manteve com os criadores que a dirigiram no cinema (como é o caso do austríaco Michael Haneke, cujo retrato pintado por Binoche se reproduz aqui).

Numa curta entrevista, ainda antes de começar a azáfama dos autógrafos e dos encontros com o público no Estoril, prefere assumir que é artista em vez de actriz. Desde criança que desenha e pinta. E enquanto Leos Carax escrevia o argumento de 'Les Amants du Pont Neuf', mergulhou a fundo na pintura.

Esse é um dos filmes que compõe a retrospectiva que passa no festival, de 25 anos de carreira que já não se resumem pelos filmes. A dança contemporânea entrou recentemente na vida de Juliette Binoche que se estreou em palco com o coreógrafo Akram Khan. Aceitou o desafio para dançar, numa sessão de massagens em Londres, sem pensar nas implicações, como se estivesse a dizer sim aos desafios, à vida, às artes.

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