Estoril Film Festival, dia 4:um espírito independente

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Estoril Film Festival, dia 4:
um espírito independente

Francis Ford Coppola continua a ser um autor singular no interior da dinâmica do cinema americano: "Tetro" é o mais recente exemplo do seu gosto de experimentação

Francis Ford Coppola é ainda uma personalidade em destaque no domingo, 8, quarto dia do Festival do Estoril: às 20h30, terá um encontro com o público, no Centro de Congressos; já na fronteira do dia seguinte, à meia-noite, o filme "Tetro" passa, em sessão extra, no mesmo local.

É inevitável ligarmos a história de "Tetro" — motivada pelo reencontro de dois irmãos — ao tema da família na obra de Coppola: não é isso que aproxima títulos tão distintos e distantes como, por exemplo, "O Padrinho" (1972) e "Jardins de Pedra" (1987)?

Em todo o caso, "Tetro" exibe também as marcas mais primitivas de Coppola. Ou seja: o gosto da experimentação. De facto, o autor de filmes como "O Vigilante" (1974), "Do Fundo do Coração" (1982) ou "Rumble Fish" (1983) foi sempre um criador empenhado em discutir as fronteiras da própria linguagem cinematográfica.

Do tratamento da cor (e, sobretudo, do preto e branco) às ousadias da montagem, "Tetro" é um filme que nasce, afinal, de um espírito genuinamente independente. Nos anos 60, claro, ele foi um dos arautos da noção de "cinema independente". O certo é que Coppola permanece um realizador que acredita que o cinema se renova (ou pode renovar) em cada novo filme.


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