Estoril film festival, dia 5:Cronenberg, um cineasta mutante
Vidodrome: exemplo do cinema orgânico de Cronenberg

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Estoril film festival, dia 5:
Cronenberg, um cineasta mutante

Os filmes que fez são pedaços de vida, e por isso é difícil revê-los. Síntese de um encontro privado com David Cronenberg.

O cinema já não é o que era e os filmes que faz também não. David Cronenberg confessa que não está preocupado com o género, e garante que não abandonou os filmes de terror. Tudo está em constante mudança na vida deste cineasta que não vai a uma sala de cinema há muitos anos.

Num quarto de hotel no Estoril, confessa que os festivais não servem para ver filmes, mas para encontrar pessoas e ver os lugares. Em Portugal, reencontrou Francis Ford Coppola e conheceu Don Delilo, autor de Cosmopolis, um dos filmes que vai rodar no futuro com produção de Paulo Branco.

Para que não restem dúvidas aos seguidores da carreira de David Cronenberg, o cineasta garante que o corpo humano e o cinema quase orgânico continuam a ser motivo de interesse, tal como aconteceu nos tempos de "A Mosca", "Crash" ou "Videodrome". Mas talvez esteja apenas um pouco mais cerebral.

A mudança faz parte da vida, da carreira de realizador e do cinema, que já está diferente, e que já não é o cinema como ele o conheceu. Gosta de ter equipamentos à disposição, gosta de explorar a Internet, e acredita que no final de tanta tecnologia quem sai a ganhar são os espectadores, que podem seguir uma narrativa nos vários suportes disponíveis.

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