Ficção científica em tom minimalista

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Ficção científica em tom minimalista

Com um orçamento reduzidíssimo (de acordo com os padrões anglo-saxónicos), Duncan Jones estreia-se com "O Outro Lado da Lua", um singular exercício de ficção científica

Será que existe uma hipótese de retorno ao espírito de "série B", em particular na ficção científica? Pequenos orçamentos para filmar grandes parábolas sobre as encruzilhadas existenciais e tecnológicas da humanidade?

Duncan Jones acredita que sim. A sua primeira longa-metragem, a produção britânica "Moon", entre nós chamada "O Outro Lado da Lua", traz-nos uma visão de um futuro em que se agravam (ou agravarão) as tensões entre dimensão humana e progresso tecnológico. E se é verdade que Jones se revela um bom cinéfilo (como não evocar "2001"?), não é menos verdade que nunca cede à facilidade da "cópia" ou da"imitação": a história do homem solitário (Sam Rockwell) numa base lunar funciona, de uma só vez, como descoberta de um mundo novo e aventura eminentemente interior.

Por tudo isso, convém insistir no minimalismo da produção: "O Outro Lado da Lua" custou 5 milhões de dólares (um pouco menos que 3,5 milhões de euros), o que em muitos filmes americanos não chega para pagar a mera logística de instalações e deslocações. Ou como se prova que os filmes não se medem aos palmos...


MOON - O OUTRO LADO DA LUA

De Duncan Jones
com Sam Rockwell, Kevin Spacey, Matt Berry Drama, Mistério
97m
M/12
GB
2009

                   
>Ouça a crítica de João Lopes                 
       


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