Garrel ou os restos do romantismo
No mundo de Philippe Garrel: retomando a tradição do melodrama francês

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Garrel ou os restos do romantismo

"A Fronteira do Amanhecer" marca o reencontro de Philippe e Louis Garrel, realizador e actor, pai e filho

Philippe Garrel é um cineasta francês (n. 1948) que continua a acreditar que é possível — e, acima de tudo, faz sentido — filmar os restos de uma tradição romântica que provém em linha directa do grande melodrama clássico, em particular, como é óbvio, de língua francesa (Renoir, Ophuls).

O seu filme "A Fronteira do Amanhecer" é mais um esclarecedor exemplo da sua estratégia, ao mesmo tempo cinéfila e sentimental. E tanto mais quanto o seu trabalho tem passado por uma peculiar dimensão familiar. Este é, de facto, um filme em que ele volta a dirigir o seu filho, Louis Garrel (que vimos, por exemplo, em "Os Sonhadores", de Bernardo Bertolucci), três anos passados sobre "Os Amantes Regulares".

Dir-se-ia que o labirinto da intimidade é também uma maneira de relançarmos a relação com os que nos são mais próximos. No caso de Garrel, reencenando sempre as relações entre o silêncio dos homens e o enigma do planeta feminino.

 

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A FRONTEIRA DO AMANHECER De Philippe Garrel, com Louis Garrel, Laura Smet, Clémentine Poidatz

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publicado 17:26 - 29 janeiro '09

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