Joker ganha o Festival de Veneza

 

"Joker" ganha o Festival de Veneza

A 76ª edição do Festival de Cinema de Veneza deu a conhecer o seu palmarés ao final da tarde de sábado.

"Joker", de Todd Phillips, nova incursão no cinema do vilão das histórias de Batman, venceu a edição 2019 do Festival de Cinema de Veneza, tendo-lhe sido atribuído o Leão de Ouro pelo júri presidido pela realizadora argentina Lucrecia Martel.

O restante palmarés incluiu ainda o Leão de Prata do Grande Prémio do Júri para "J'Accuse", o drama de Roman Polanski inspirado no célebre caso Dreyfus que agitou a França em finais do século XIX.

O sueco Roy Andersson recebeu o Leão de Prata para a melhor realização, pelo seu filme "About Endlessness/Om det oändliga", anunciado como uma reflexão sobre a beleza, crueldade, esplendor e banalidade da vida humana.

Nas categorias de representação, a Taça Volpi para melhor ator foi entregue a Luca Marinelli, pelo papel de um marinheiro envolvido nos conflitos sociais da Itália do pós-guerra, no filme "Martin Eden"; entre as atrizes, a vencedora foi a francesa Ariane Ascaride, por "Gloria Mundi".

Quanto prémio para o melhor argumento, coube ao também realizador Yonfan pela história de um triângulo amoroso que deu origem à animação chinesa "No.7 Cherry Lane".

"La mafia non è più quella di una volta", documentário satírico de Franco Maresco, recebeu o Prémio especial do Júri.

O troféu que leva o nome da lenda do cinema italiano Marcello Mastroianni, destinado a distinguir um jovem ator emergente, foi entregue a Toby Wallace, pelo seu papel em "Babyteeth".

Na secção Horizontes, o vencedor foi o filme ucraniano "Atlantis", realização de Valentyn Vasyanovych que se debruça sobre a vida de um antigo soldado que sofre de stresse de guerra e acaba como voluntário numa missão destinada a exumar corpos de vítimas da guerra.

Na escolha de melhor realizador, as preferências cairam sobre Théo Court, autor de "Blanco en blanco", sobre um fotógrafo de casamentos intrigado com uma jovem noiva.

O júri presidido pela realizadora e argumentista italiana Susanna Nicchiarelli, distinguiu ainda o drama "Verdict", sobre a violência de género nas Filipinas, com um prémio especial.

Marta Nieto, foi escolhida como a melhor atriz, pelo papel de uma mãe que sofre o desaparecimento do filho em "Madre", de Rodrigo Sorogoyen. O melhor ator foi o franco-tunisino Sami Bouajila, pelo trabalho em "Bik eneich - Un fils", de Mehdi M. Barsaoui, onde interpreta um pai em choque após uma dramática revelação familiar.

Palmarés da competição oficial

Leão de Ouro: "Joker", de Todd Phillips

Leão de Prata Grande Prémio do Júri: "J'Accuse", de Roman Polanski (França)

Leão de Prata para o melhor realizador: "About Endlessness/Om det oändliga", de Roy Andersson (Suécia, Alemanha, Noruega)

Taça Volpi para melhor atriz: Ariane Ascaride, por "Gloria Mundi", de Robert Guédiguian (França)

Taça Volpi para melhor ator: Luca Marinelli por "Martin Eden", de Pietro Marcello (Itália, França)

Prémio para o melhor argumento: "No.7 Cherry Lane", de Yonfan (Hong Kong, China)

Prémio especial do Júri: "La mafia non è più quella di una volta", de Franco Maresco (Itália)

Prémio Marcello Mastroianni: Toby Wallace, por "Babyteeth", de Shannon Murphy (Austrália)

Palmarés da secção Horizontes

Melhor filme: "Atlantis", de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia)

Melhor realizador: Théo Court, por "Blanco en blanco" (Espanha, Chile, França, Alemanha)

Prémio especial do Júri: "Verdict", de Raymund Ribas Gutierrez (Filipinas)

Melhor atriz: Marta Nieto em "Madre", de Rodrigo Sorogoyen (Espanha, França)

Melhor ator: Sami Bouajila em "Bik eneich - Un fils", de Mehdi M. Barsaoui (Tunísia, França, Líbano, Qatar)

Melhor argumento: Jessica Palud, Philippe Lioret, Diastème por "Revenir", de Jessica Palud (França)

Melhor curta-metragem: "Darling", de Saim Sadiq (Paquistão, EUA)

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publicado 19:47 - 07 setembro '19

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