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Kevin Spacey Tóxico

O ator acusado de assédio sexual será removido do mais recente filme do realizador Ridley Scott.

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Caso Harvey Weinstein abre caminho a dezenas de revelações de assédio sexual São já 50 as mulheres que relataram as suas experiências negativas com o produtor.

Sucessivas alegações de assédio sexual a Kevin Spacey levaram os produtores e o realizador Ridley Scott a cortar todas as partes do filme "All The Money in the World" onde o ator aparece.

A longa-metragem da Sony Pictures, com estreia prevista para 22 de dezembro, terá cenas filmadas novamente e o britânico Christopher Plummer assumirá o papel do magnata do petróleo Jean Paul Getty que antes fora desempenhado por Spacey, noticiam os três grandes jornais de Hollywood - Variety, The Hollywood Reporter e Deadline Hollywood. Uma fonte próxima do estúdio também confirmou estas intenções à agência Reuters.

"All The Money in The World" relata a história do rapto do neto de Getty, em 1973, e as dificuldades que os pais da criança tiveram para convencer o avô a pagar o resgate de 17 milhões de dólares.

A obra foi ainda retirada de um festival de cinema em Los Angeles com início previsto para 16 de novembro, acrescenta o Variety. O mesmo jornal cita fontes que estimam em duas semanas o tempo que demorará a refazer partes do filme, um trabalho que contará com os outros protagonistas, Mark Wahlberg e Michelle Williams.

Esta remoção depois do fim da rodagem é a consequência mais recente da entrevista do ator Anthony Rapp ao site Buzzfeed onde acusou Spacey de avanços sexuais em 1986, quando Rapp tinha apenas 14 anos. Segue-se ao fim da participação de Spacey como personagem principal na série da Netflix "House of Cards", e à suspensão da estreia de "Gore", a biopic do escritor Gore Vidal, decisão tomada igualmente pelo gigante do streaming.

Oito antigos e atuais funcionários da equipa de produção de "House of Cards" também acusaram Spacey de conduta imprópria.

Spacey pediu desculpa a Rapp, apesar de dizer não se lembrar do que aconteceu, e referiu que irá procurar tratamento não especificado.

Uma onda de acusações e despedimentos relacionados com casos que vão do assédio sexual a alegadas violações (tentadas e consumadas) tem atravessado a indústria do entretenimento nos Estados Unidos desde que o The New York Times publicou um artigo a 5 de outubro onde foram revelados casos envolvendo o produtor Harvey Weinstein. Desde então, mais homens e mulheres vieram a público denunciar situações semelhantes que tocaram nomes como Dustin Hoffmann, ou Brett Ratner.

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    Um artigo do The New York Times revela o longo historial de casos de assédio sexual por parte do fundador da Miramax e da Weinstein Co.
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