MAR ADENTRO (2004)
Javier Bardem no papel de Ramon Sampedro: a luta pelo direito a uma morte assistida

DVD Memória  

MAR ADENTRO (2004)

Com Javier Bardem no papel central, "Mar Adentro" conta uma história verídica sobre a "vontade de morrer" e o "desejo de viver" — é recordista nos prémios Goya do cinema espanhol.

Há muito que os prémios Goya, distinguindo filmes e profissionais da produção de Espanha, ultrapassaram fronteiras, impondo-se como um emblema de uma das maiores cinematografias europeias. Na sua contabilidade, o recordista continua a ser um filme que protagonizou uma façanha difícil de repetir — nada mais nada menos que um total de 14 prémios, incluindo melhor filme de 2004.

Chama-se "Mar Adentro" e foi, continua a ser, uma história de intensas e perturbantes ressonâncias emocionais — nele seguimos a saga de Ramon Sampedro, homem do mar, investigador, escritor que, na sequência de uma queda, ficou paraplégico aos 25 anos de idade, vindo a desenvolver uma intensa actividade legal para que lhe fosse reconhecido o direito a uma morte assistida. No papel de Ramon, Javier Bardem tem uma das mais complexas composições de toda a sua carreira.
 

"Mar Adentro" teve grande impacto — e não apenas nos Goya, acumulando muitos prémios internacionais, incluindo o Oscar de melhor filme estrangeiro, em representação da Espanha. Curiosamente, esta é uma realização de um cineasta nascido no Chile, Alejandro Amenábar, ainda que toda a sua vida e o seu trabalho estejam ligados a Espanha. Quando recebeu a estaueta dourada, Amenabar sublinhou que MAR ADENTRO é um filme “sobre um homem que, apesar da vontade de morrer, espalhou à sua volta o desejo de viver”, sem esquecer que uma parte fundamental daquele Oscar pertence a Javier Bardem.
 

Nos prémio Goya, para lá proeza global de "Mar Adentro", para lá da consagração como melhor filme espanhol de 2004, Alejandro Amenábar recebeu três prémios, nas categorias de melhor realização, melhor argumento e melhor música. Na banda sonora, as suas composições coexistiam com Puccini, Mozart, Beethoven e ainda uma vibrante canção de Luz Casal — tinha sido editada dois anos antes, em 2002, e chama-se “Negra Sombra”.
 

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publicado 18:26 - 19 novembro '21

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