Mini-Cannes encerra em clima de terror e preocupação

 

Mini-Cannes encerra em clima de terror e preocupação

Uma versão simbólica, de apenas três dias, termina enquanto a França sofre ataques terroristas e se prepara para novo confinamento.

Durou apenas três dias a versão simplificada do Festival de Cannes, mas foi suficiente para colocar os nervos dos organizadores à prova. A COVID-19 regressou em força obrigou o governo francês a minimizar, uma vez mais, a circulação de pessoas. Em cima da abertura do evento, um recolher obrigatório a partir das nove da noite fez cancelar jantares de gala e mandou os convidados para os hotéis. E podia ter sido pior. Quarta-feira, foi decretado novo confinamento geral com início hoje, 30 de outubro, que se prolongará até ao início de dezembro.

Como se isto não bastasse, no dia do encerramento, um terrorista matou três pessoas em Nice, cidade a apenas 30 km de Cannes.

No meio deste ambiente sombrio, ainda houve algum cinema. “Un triomphe”, de Emmanuel Courcol foi uma das quatro longas-metragens da seleção oficial exibidas e teve honras de abertura. Foram ainda projetados “Asa Ga Kuru” (True Mothers) da japonesa Naomi Kawase, uma favorita do festival, e o recente vencedor da Concha de Oro em San Sebastián, “Beginning,” primeira obra do georgiano Dea Kulumbegashvili. A sessão de encerramento ficou para a comédia “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès.

“I’m Afraid to Forget Your Face” do realizador egipcío Sameh Alaa recebeu a única Palma de Ouro entregue, relativa ao triunfo na competição de curtas-metragens, pelo seu filme “I’m Afraid to Forget Your Face”.

Se tudo correr bem, Cannes promete regressar ao formato habitual de 11 a 22 de maio 2021.

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