NORMA RAE (1979)
Sally Field, Oscar de melhor actriz para a produção de 1979

Memória  

NORMA RAE (1979)

Em tempos de reafirmação das personagens de mulheres, é bom lembrar que há uma herança feminina de Hollywood muito anterior ao nosso presente — "Norma Rae" pode ser um esclarfecedor exemplo.

Em 2021, um filme como "Miss Marx", de Susanna Nicchiarelli, veio recordar-nos que há uma história política no feminino que não pode, não deve, ser recalcada. Nesta perspectiva, talvez se possa dizer que é um descendente de uma linha temática que, em boa verdade, tem pontuado toda a história do cinema. E não apenas porque há grandes figuras heróicas da política que são mulheres — também porque algumas dessas mulheres nos ensinaram a pensar a política de outro modo.
 

“A história de uma mulher disposta a arriscar tudo por aquilo que ela sabe que é correcto” — assim se define Norma Rae, empregada de uma fábrica de tecelagem que, na primeira metade da década de 1970, teve um papel decisivo na defesa dos trabalhadores da sua fábrica e, mais do que isso, na sua organização sindical. O filme "Norma Rae", lançado em 1979, baseia-se na história verídica da dirigente sindical Crystal Lee Sutton, tendo sido realizado pelo veterano Martin Ritt.

Com a sua interpretação de Norma Rae, Sally Field ganhou o Oscar de melhor actriz num ano especialmente rico — basta lembrar que entre as nomeadas estavam, por exemplo, Bette Midler, em "A Rosa", e Jane Fonda, em "O Síndroma da China". O filme conseguiu ainda outra estatueta dourada para a canção "It Goes Like it Goes", com música de David Shire e letra de Norman Gimbel — a voz era de Jennifer Warnes.
 

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publicado 01:10 - 01 dezembro '21

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