Nos 50 anos de 007
Bond, James Bond

James Bond  

Nos 50 anos de 007

Foi a 5 de Outubro de 1962 que estreou "Dr. No", primeiro filme de James Bond, protagonizado por Sean Connery. Entretanto, está quase a surgir "Skyfall", 23º título da filmografia oficial do agente secreto 007.

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Mesmo o cinéfilo mais distraído reconhecerá nesta imagem (criada por esse notável designer que foi Maurice Binder) todo um universo de acção, aventura e espionagem... O cano de uma arma de fogo visando, lá ao fundo, uma figura elegante e armada transformou-se em símbolo universal de James Bond, o agente secreto 007 ao serviço de Sua Majestade Britânica.

Pois bem, faz hoje precisamente meio século que foi lançado "Dr. No" (título português: "007 - Agente Secreto"), primeira adaptação cinematográfica das aventuras de James Bond, personagem nascida nos livros de Ian Fleming (1908-1964), oficial dos serviços secretos da Marinha britânica, durante a Segunda Guerra Mundial. A fama e o prestígio de Fleming radicam nas histórias protagonizadas por Bond (doze romances e duas colecções de contos), ainda hoje tidas como uma referência incontornável na abordagem dos temas da espionagem.

Dirigido por Terence Young, "Dr. No" conferiu estatuto de estrela ao seu actor principal, Sean Connery. Foi o primeiro de uma série de 23 filmes que, hoje em dia, se prolonga através do protagonismo de Daniel Craig (o novo Bond film, "Skyfall", dirigido por Sam Mendes, tem estreia mundial agendada para Londres, a 23 de Outubro). E se os livros de Fleming, bem como os primeiros títulos de 007, surgiram sob o signo da Guerra Fria, as convulsões da história transformaram Bond num símbolo directo, ora dramático, ora paródico, dos ziguezagues da geopolítica.

Provavelmente, esse jogo entre a urgência da história e capacidade de a contemplar com desconcertante ironia constitui um dado fundamental para compreender, não apenas a persistência mitológica da figura de Bond/007, mas também o continuado sucesso dos seus filmes. Como se nele encontrásssemos uma alternativa romanesca, por vezes tentada pelo romantismo, para lidarmos com o medo global dos confrontos militares e a possibilidade de mútua destruição dos blocos políticos. Dito de outro modo: 50 anos depois, James Bond não vai sair de cena.

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publicado 16:08 - 05 outubro '12

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