Novo filme de  António-Pedro Vasconcelos
O realizador António-Pedro Vasconcelos dirige uma cena na margem do Tejo.

Cinema Português  

Novo filme de António-Pedro Vasconcelos

Aos 74 anos, o realizador filma uma história que cruza diferentes gerações.

O realizador António-Pedro Vasconcelos inicia na segunda-feira a rodagem de uma nova longa-metragem, intitulada "Os Gatos Não têm Vertigens", com Nicolau Breyner e Maria do Céu Guerra no elenco.

Distinguido com o prémio de carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores, António-Pedro Vasconcelos contou que "Os Gatos Não têm Vertigens" será um filme "à Frank Capra, sobre dois universos, sobre idosos e um rapaz de 18 anos. São duas faixas etárias empurradas para fora da cidade".

O filme é produzido por Tino Navarro, conta com 840.000 euros de apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual e o argumento é de Tiago Santos, a partir de uma ideia original de António-Pedro Vasconcelos, tal como aconteceu com os dois filmes anteriores, "Call Girl" (2007) e "A Bela e o Paparazzo" (2010).

A rodagem será sobretudo em Lisboa e do elenco fazem parte, entre outros, Nicolau Breyner, Maria do Céu Guerra, João Jesus, Fernanda Serrano, Ricardo Carriço e Vítor Gonçalves.

António-Pedro Vasconcelos, 74 anos, já não rodava uma longa-metragem desde a comédia romântica "A Bela e o Paparazzo", mas assinou uma série, ainda não concluída, de documentários para a RTP sobre o fotógrafo Eduardo Gageiro, o arquiteto e realizador Cotinelli Telmo, o treinador Moniz Pereira e o escritor José Rentes de Carvalho.

António-Pedro Vasconcelos manifestou-se honrado pela distinção da SPA, em particular por lhe reconhecer, genericamente, o trabalho na área do audiovisual, o que inclui a sua "militância" - como o próprio define - em torno da televisão e do serviço público.

Nascido em Leiria em 1939, António-Pedro Vasconcelos licenciou-se em Direito, trabalhou em publicidade e rodou documentários nos primeiros anos como realizador.

Foi fundador do Centro Português de Cinema e rodou a sua primeira longa-metragem em 1973, "Perdido por Cem...", seguindo-se outras obras que marcaram a carreira, como "Adeus até ao meu regresso" (1974), "Oxalá" (1980), "O Lugar do Morto" (1984), "Aqui d'El Rey" (1992), "Jaime" (1999) e "Os Imortais" (2003).

Ao longo da carreira, presidiu ao Secretariado Nacional para o Audiovisual e ao Conselho de Opinião da RTP e dá aulas de cinema com regularidade.

Em 2012 foi homenageado pelo Fantasporto.

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