O cinema português no IndieLisboa
Sérgio Tréfaut regressa ao IndieLisboa onde ganhou o prémio da competição nacional com "Lisboetas" (2004).

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O cinema português no IndieLisboa

44 realizadores marcam prensença nas secções compeitivas de longas e curtas-meragens, em sessões especiais, no Diretor's Cut, IndieMusic e IndieJúnior.

Trailer/Cartaz/Sinopse:
 O cinema português no IndieLisboa
Cartas da Guerra 1971. António vê a sua vida brutalmente interrompida quando é incorporado no exército português, para servir como médico numa das piores zonas da guerra colonial – o Leste de Angola. Longe de tudo que ama, escreve cartas à mulher à medida que se afunda num cenário de crescente violência. Enquanto percorre diversos aquartelamentos, apaixona-se por África e amadurece politicamente. A seu lado, uma ...
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21 filmes concorrem, em programas separados de curtas e longas metragens, aos grandes prémios da competição nacional. 

As longas-metragens nas secções competitivas são quatro: "Estive em Lisboa e Lembrei de Você", de José Barahona, recria a história de um emigrante que troca Minas Gerais por Lisboa. Pedro Filipe Marques assina a sua segunda longa metragem, "O Lugar que Ocupas", uma reflexão sobre o trabalho de actor. "Paul", de Marcelo Felix, explora engenhosamente as fronteiras entre criação e objecto através de uma legendadora de filmes que mergulha na obra que tem em mãos. Sérgio Tréfaut está de regresso ao festival com "Treblinka", uma viagem guiada por Isabel Ruth à memória do holocausto, pelos caminhos férreos que ligam hoje Polónia, Rússia e Ucrânia.

Nas curtas metragens destacam-se com alguns regressos e vários realizadores em competição pela primeira vez.

Leonor Teles regressa em modo activista e punk com "Balada de um Batráquio", vencedor do Urso de Ouro no festival de Berlim. Outros pequenos gestos, quase invisíveis, mas determinantes são o mote para "Live Tropical Fish" de Takashi Sugimoto.

Algumas temáticas de dimensão espiritual e existencialista são abordadas por Jorge Jácome ("A Guest + A Host = A Ghost"), Pedro Peralta ("Ascensão") e Tiago Melo Bento ("O Desvio de Metternich").

Um olhar sobre a juventude e a amizade, por vezes rebelde, por vezes doce, é traçado pelos filmes de Miguel Tavares ("Rochas e Minerais") e Tomás Paula Marques ("Sem Armas"), com espaço para a memória em "O Sul", de Afonso Mota e o vazio em "Heroísmo", de Helena Estrela Vasconcelos.

O cruzamento de géneros e épocas aparece por Gabriel Abrantes e Ben Rivers ("O Corcunda"), Filipa César ("Transmission from the Liberated Zones") e Pedro Bastos ("Cabeça de Asno").

A verdade e a mentira são colocadas em causa nos filmes de Simão Cayatte ("Menina") e Mónica Lima ("Viktoria"), enquanto que o mistério de uma morte adensa as más-línguas em "Campo de Víboras" de Cristèle Alves Meira.

A competição nacional de curtas-metragens completa-se com duas animações em tons sombrios, o negro da primeira guerra mundial por Filipe Abranches ("Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem...") e o negro de uma casa abandonada em "Macabre", de Jerónimo Rocha e João Miguel Real.

A secção competitiva Novíssimos dá a conhecer dez novos cineastas portugueses em curtas-metragens. Eles são João Viegas e Miguel Canaverde ("Borda d'Água"), Bruno Leal ("Hora di Bai"), Jorge Vaz Gomes, ("Jean-Claude"), Suzanne Barnard e Sofia Borges ("Maxamba"), Rita Quelhas ("A Minha Juventude"), Francisco Duarte ("Não-Tempo"), Pedro Augusto Almeida ("Prefiro Não Dizer") e Ana Mariz ("Vigília").

Na secção Director's Cut, o cinema “como extensão do olho humano” em "O Cinema que Vê", de Beatriz Saraiva.

No IndieJúnior, três estreias portuguesas: "Dona Fúnfia – Volta a Portugal em Bicicleta", de Margarida Madeira, "Putos da Estrela", de Carolina Caramujo Machado e "Tempo para Pensar", realizado pelos alunos do 6.º ano Colégio Pedro Arrupe.

"Tecla Tónica", de Eduardo Morais, integra a secção IndieMusic e é um olhar sobre a história da música electrónica portuguesa, desde os seus primórdios na década de 1960 até ao panorama atual.


As Sessões Especiais incluem a estreia dos filmes "Cartas da Guerra", de Ivo Ferreira, "O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu", de João Botelho, "A Vossa Terra", de João Mário Grilo (sobre a figura e pensamento de Gonçalo Ribeiro Telles), "A Ilha dos Ausentes", de José Vieira (um filme-ensaio sobre a emigração portuguesa em França) e "Os Cravos e a Rocha", de Luísa Sequeira (evocação da passagem de Glauber Rocha por Portugal no pós-25 de Abril).

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