Óscar de melhor filme: o ano em que as plataformas domésticas são mais favoritas
"CODA" da Apple TV+: a história sobre a filha de um casal surdo é favorito para o prémio de melhor filme, e recebeu prémios das associações de produtores e atores (DGA e PGA).

ÓSCARES E "STREAMING"  

Óscar de melhor filme: o ano em que as plataformas domésticas são mais favoritas

"CODA" e "O Poder do Cão", dois dos filmes produzidos por Apple TV+ e Netflix, podem ganhar prémios relevantes incluindo o de melhor filme do ano na 94ª cerimónia dos Óscares.

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Desde 2016, quanto "Manchester By the Sea", da Amazon Studios, se tornou a primeira nomeação de um serviço de streaming para o Óscar de melhor filme, a empresas do setor gastaram milhões de dólares em campanhas para alcançar um prémio que lhes tem fugido.

Este ano pode ser diferente. "CODA" da Apple TV+, uma história de emoções sobre a filha de um casal surdo que nasce entre o amor pela música e o medo de abandonar a família, é um dos favoritos para o prémio mais prestigiado da indústria cinematográfica, tendo recebido prémios principais das associações de produtores e atores.

Na corrida ao melhor filme, "CODA" enfrenta a competição da Netflix, com "O Poder do Cão", favorito da crítica e que recebeu o prémio máximo da Directors Guild of America, dos BAFTAs e dos Critics Choice Awards. "Seria óptimo se o vencedor fosse um operador de streaming, penso eu, porque alarga o âmbito dos prémios", disse a estrela de "CODA" Marlee Matlin, primeira actriz surda a receber um Óscar pelo papel em "Filhos de Um Deus Menor", em 1986.

Habitualmente, vencer o Óscar de melhor filme - ou apenas ser nomeado - fornece um impulso à venda de bilhetes de cinema. "King Richard", filme biográfico sobre Richard Williams, pai e treinador das famosas tenistas Vénus e Serena Williams, registou um salto de 443% na venda de bilhetes no fim-de-semana após a nomeação para melhor filme, em fevereiro, de acordo com a empresa de análise do box office, Comscore.

Algo semelhante se passou com o épico de ficção científica "Duna" que, na mesma altura, viu as vendas de bilhetes nos EUA subirem 380%. Uma porta-voz da HBO Max, do grupo Warner Media, disse que filmes nomeados para os prémios da academia norte-americana como "Dune", "West Side Story", ou "Nightmare Alley - O Beco das Almas Perdidas", estão entre os filmes mais vistos no serviço de streamings nas últimas semanas.

O número de espectadores de "Os Olhos de Tammy Faye" cresceu 42% após a nomeação de Jessica Chastain na categoria de melhor actriz ter sido anunciada. "Todas estas empresas de streaming têm algo a ganhar", disse um membro da indústria.

"Nos velhos tempos, ou seja há 10 anos, tudo se centrava nos cinemas e em usar Oscar e o Globo de Ouro como ferramenta de marketing para levar mais pessoas às salas. A resistência da indústria à crescente influência dos streamers, e em particular a vontade da Netflix em montar campanhas multimilionárias em redor do Oscar, parece desvanecer-se. "O cinema está em transformação, mas não creio que representa a morte de algo", disse o actor Kerry Washington, "Penso que estamos apenas a ter mais opções e formas de apreciar conteúdos".

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