Oscars 2016 com terceira pior audiência televisiva de sempre

Oscar 2016  

Oscars 2016 com terceira pior audiência televisiva de sempre

A relevância do espectáculo televisivo é posta em causa à medida que o interesse do público diminui de ano para ano.

A cerimónia de entrega dos Oscars 2016 atraiu apenas 34,3 milhões de espectadores aos ecrãs de televisão nos EUA, segundo números da Nielsen, empresa de auditoria de audiências.

O programa apresentado por Chris Rock centrou-se no tema da diversidade racial e serviu para coroar "O Caso Spotlight" como o melhor filme do ano, mas conseguiu apenas o terceiro pior resultado de sempre de uma cerimónia de entrega dos Oscars e o pior dos últimos oito anos.

É preciso recuar até 2008 e à segunda presença de Jon Stewart como anfitrião para descobrir números mais baixos. Nesse ano, "Este País Não é Para Velhos" ganhou o Oscar de melhor filme e só 32,0 milhões de norte-americanos viram o programa em direto.

As audiências de televisão da cerimónia de entrega dos Oscars nos EUA durante os últimos cinco anos:

2016 - Audiência: 34,3M | Melhor filme: "O Caso Spotlight" | Anfitrião:Chris Rock
2015 - Audiência: 37,M | Melhor filme: "Birdman" | Anfitrião: Neil Patrick Harris
2014 - Audiência: 43,7M | Melhor filme: "12 Anos Escravo" | Anfitrião: Ellen DeGeneres
2013 - Audiência: 40,3M | Melhor filme: "Argo" | Anfitrião: Seth MacFarlane
2012 - Audiência: 39,3M | Melhor filme: "O Artista" | Anfitrião: Billy Crystal

Uma das razões apontadas para a descida de audiências dos Oscars nos EUA prende-se com a menor popularidade dos filmes. "Spotlight" soma, até agora, $39M de receita de bilheteira na América do Norte. "Birdman" terminou a carreira nos $42M. Antes disso, "12 Anos Escravo" somara $56,6M, "Argo" $136M e "O Artista" $44M. Todos bem longe dos campeões de bilheteira nos respetivos anos.

A responsabilidade pelo desinteresse pode também estar ligada à mudança no cenário audiovisual que se registou em tempos recentes.

O aumento de importância da televisão, a chegada do streaming e de empresas como a Amazon e a Netflix, fazem com que, um pouco por todo o lado haja uma grande disponibilidade de conteúdos a concorrer com o cinema.

Por outro lado, verdade seja dita, os Oscars pouco fizeram por se adaptar. As mudanças na estrutura da cerimónia têm sido modestas e há falta de coragem para dar uma volta radical ao que, na prática, não passa de um longo e entediante desfile de vaidades e sensibilidades.

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publicado 12:00 - 02 março '16

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