Pequeno balanço dos Oscars... ou o elogio dos actores

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Pequeno balanço dos Oscars
... ou o elogio dos actores

Os actores foram os grandes vencedores dos Oscars 2010: não apenas enquanto grupo e comunidade, mas também na qualidade de símbolos inamovíveis da dimensão humana do próprio cinema

De tão evidente, provavelmente nem reparamos que o cartaz oficial da 82ª cerimónia dos Oscars da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood atribuía especial destaque aos actores — Steve Martin e Alec Baldwin, neste caso.

Não haveria, de facto, muitas figuras que a academia se atrevesse a expor, em tom mais ou menos lúdico, com a sua bem amada personagem coberta a ouro. O gesto reflectiu-se, afinal, no próprio espectáculo: não apenas pela repetição da fórmula de apresentação dos Oscars de melhor actor e melhor actriz (com os respectivos candidatos a serem elogiados por outros actores ou actrizes), mas pela evidência que todos eles tiveram ao longo da noite.

Há uma mensagem importante nesta evidência. Podemos resumi-la de forma irónica, dizendo que nenhum efeito especial poderá passar de forma interessante pela passadeira vermelha... Acima de tudo, Hollywood terá pretendido deixar uma mensagem implícita sobre a necessidade de não alienar a dimensão humana do próprio cinema.

Steve Martin e Alec Baldwin, no palco, e Meryl Streep, na plateia, definiram assim um exemplar triângulo simbólico. E tanto mais quanto a sua reunião não podia deixar de remeter para o filme de Nancy Meyers, "Amar É Complicado"/"It's Complicated", protagonizado pelos três. Sintoma suplementar: a comédia romântica está de volta!

                     
Ouça a crítica e balanço dos Óscares por João Lopes                
         


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