Quem (não) vai ganhar os Oscars?

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Quem (não) vai ganhar os Oscars?

Será que o marketing venceu a cinefilia? A temporada dos prémios de Hollywood não passará de uma forma de exclusão de alguns filmes?

Trailer/Cartaz/Sinopse:
 Quem (não) vai ganhar os Oscars?
Hereafter - Outra Vida Três pessoas, distantes entre si, estão unidas pela morte. Nos EUA, George vive atormentado pelas capacidades paranormais que revela desde muito jovem. Do outro lado do Atlântico, em França, a jornalista Marie tenta lidar com o trauma de ter sobrevivido ao tsunami de 2004 no Sudeste asiático. Enquanto isso, em Inglaterra, o pequeno Marcus não consegue lidar com a trágica morte do irmão gémeo. ...
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Deixemo-nos de tretas infantis... A blogosfera está (e estará) cheia de discursos inflamados sobre os Oscars "justos" e os Oscars "injustos". Para quê? Afinal de contas, qualquer escolha é verdadeira (no sentido em que reflecte a sensibilidade de um determinado universo) e também relativa (no sentido em que outro universo escolheria, com a mesma legitimidade, de modo diversos).

O que não se compreende é o facto, de ano após ano, haver filmes que são literalmente excluídos de qualquer escolha, apenas porque não entraram nas grandes opções do marketing. Este ano temos, aliás, um exemplo quase chocante: como é possível que, mesmo no mero plano das nomeações, um filme como "Outra Vida/Hereafter", de Clint Eastwood, esteja a ser sistematicamente ignorado por todas as entidades que estão a dar prémios?

Sou dos que pensam que "Outra Vida" é um dos melhores filmes americanos de 2010 (em boa verdade, um dos melhores de há vários anos). Mas o que choca não decorre dessa minha perspectiva de valor. O que choca é que haja um conjunto de filmes, estável e inamovível, que restringe a escolha de um ano (e muitas centenas de títulos) a um leque reduzidíssimo (de pouco mais de uma dezena). Dir-se-ia que já nem há gosto por promover a diversidade junto dos consumidores.

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