Saudando Jack Nicholson... aliás, Meryl Streep
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Saudando Jack Nicholson
... aliás, Meryl Streep

Meryl Streep é o novo ícone da festa dos Oscars. Não precisa de ganhar porque, literalmente, não tem nada a perder.

Where's Jack?

Na noite de celebração de Hollywood, Jack Nicholson não se mostrou. Presença emblemática de muitas cerimónias dos Oscars, o actor de Easy Rider (1969), Voando Sobre um Ninho de Cucos (1975) e Shining (1980) não apareceu no Kodak Theatre. Em boa verdade, ele tinha-se tornado uma espécie de símbolo unificador da própria festa: acontecesse o que acontecesse, com vencedores e vencidos (incluindo o próprio), Jack era o "Joker" benigno de Hollywood — o verdadeiro Mister Cinema.

Pois bem, não foi apenas Kathryn Bigelow que, com enfática e sereníssima glória, marcou pontos na afirmação do feminino. Na ausência de Jack Nicholson, o seu lugar foi ocupado, não à força, mas em nome de uma naturalidade também ela tecida de serenidade, por Meryl Streep, adequadamente envolvida na brancura de um vestido de austera elegância.

À sua 16ª nomeação, Meryl Streep transformou-se, de facto, na pura expressão daquilo que, por mais atribulações digitais que possam acontecer, Hollywood nunca dispensou nem dispensará. A saber: o universo específico dos actores — entenda-se: da arte de representar — como dimensão única do cinema e da sua singular fusão de indústria, criatividade e glamour.

É uma condição que transcende o banal espírito competitivo que predomina na visão mediática dos Oscars. Foi isso mesmo que Stanley Tucci (que com ela contracenou em "Julie & Julia") fez questão em celebrar quando, na apresentação de Meryl Streep, a definiu pela justeza de três palavras enfáticas: simply the best.

No offense, Miss Bullock.

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