Sherlock Holmes moderno e... antigo

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Sherlock Holmes moderno e... antigo

Será possível refazer as histórias clássicas de Conan Doyle? O realizador Guy Ritchie acredita que sim. E com uma transformação inesperada...

E se Sherlock Holmes fosse... um herói de "capa e espada"? Não em sentido literal, entenda-se. Mas pelo espírito alegre, pela ligeireza do gesto, pela elegância do porte?

A pergunta não estaria inscrita no património das aventuras escritas por Arthur Conan Doyle (1859-1930), mas o certo é que o realizador inglês Guy Ritchie vem dizer-nos... porque não? Ou seja: trata-se agora de transformar o gentleman britânico numa figura que podia estar ao lado de Errol Flynn numa aventura filmada em Hollywood nos anos 40 — definir um Sherlock Holmes moderno, em termos cinematográficos deliciosamente antigo.

Ritchie tem o rigor, e também a ironia q.b., para que o seu "Sherlock Holmes" acabe por celebrar uma ideia de aventura — ao mesmo tempo física e intelectual, no labirinto das ruas e através dos mistérios da mente — que, afinal, nos fazia alguma falta. Até porque os actores não são anulados pelo ruído (sonoro ou "visual") das manipulações técnicas e podem mostrar aquilo que valem. E valem muito, ou não se chamassem Robert Downey Jr. (Holmes) e Jude Law (Watson) — elementar.


SHERLOCK HOLMES

De Guy Ritchie
com Rachel McAdams, Kelly Reilly, Jude Law
Acção, Aventura, Thriller
128m
M/12
AUST, EUA, REINO UNIDO
2009

                   
>Ouça a crítica de João Lopes                   



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