Terra Que Marca e Mato Seco em Chamas reforçam presença portuguesa em Berlim

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"Terra Que Marca" e "Mato Seco em Chamas" reforçam presença portuguesa em Berlim

Sobe para seis o número de títulos representantes do cinema português na Berlinale.

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Sobe para quatro o número de filmes portugueses no Festival de Berlim A curta "Aos Dezasseis", de Carlos Lobo, e o documentário "As Águas de Pastaza", de Inês T. Alves, são os anúncios mais recentes.

"Terra que marca", de Raul Domingues, é a mais recente obra do cinema português anunciada para a 72.ª edição do Festival de Berlim, que se realiza de 10 a 20 de fevereiro. A segunda longa-metragem do cineasta vai ter estreia mundial na secção Forum e reflete sobre os gestos de quem trabalha a terra. Nas palavras do realizador: "há sensações que apenas quem convive com a terra algum tempo pressente. Desde que comecei a filmar, comecei a sentir algo diferente. Algo está a mudar na terra e ela revela-o no seu comportamento, no clima, nas plantas e em nós próprios. Há movimentos imperceptíveis. O tempo humano não é o único tempo da terra."

Também previsto para a secção Forum está "Mato seco em chamas". Fruto da realização conjunta entre o brasileiro Adirley Queirós e a portuguesa Joana Pimenta, o filme trabalha entre as realidades das vidas de Léa, Chitara e Andreia na Ceilândia, periferia de Brasília, e o seu negócio de venda de petróleo encontrado em oleodutos sob a cidade. Num momento em que o Brasil atravessa mudanças dramáticas no seu cenário político, o filme procura responder à questão e ao slogan nacional: e se o petróleo fosse mesmo nosso?

Os dois filmes anunciados hoje juntam-se à curta "Aos Dezasseis", de Carlos Lobo, ao documentário "As Águas de Pastaza", de Inês T. Alves, a "Super Natural", de Jorge Jácome, e à curta de Pedro Cabeleira, "By Flávio", que estará presente na competição Berlinale Shorts.

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