Tom Cruise: um ás sempre nos ares

Cinema Norte-americano  

Tom Cruise: um ás sempre nos ares

Foi empoleirado num biplano em pleno voo sobre os céus da África do Sul que o ator apresentou "Top Gun: Maverick" aos participantes na convenção anual de proprietários de salas de cinema.

Tom Cruise apresentou "Top Gun: Maverick", sequela do sucesso de bilheteira de 1986, em estreia mundial, na quinta-feira, durante a CinemaCon, a convenção de exibidores de cinema que decorreu esta semana em Las Vegas.

O ator de 59 anos apresentou o filme através de uma mensagem de vídeo vista pelos participantes na reunião anual dos proprietários de salas de cinema. Conhecido pela sua capacidade de executar ele próprio um grande número de acrobacias, dirigiu-se à audiência a partir de um avião em pleno ar sobre a África do Sul.

"Olá a todos. Quem me dera estar aí convosco. Desculpem o barulho", gritou o actor fazendo-se ouvir sobre o rugido do motor do avião e o assobio do vento. "Como podem ver, estamos a filmar o último capítulo de "Missão: Impossível", afirmou a rir.

"Tom está sempre a fazer tudo a grande velocidade... e ninguém o consegue parar", retorquiu Jerry Bruckheimer, produtor do primeiro "Top Gun", presente na sala em Las Vegas.

O filme segue a história de Maverick, o piloto de elite interpretado por Tom Cruise, cerca de 30 anos após o filme original. A estreia, inicialmente prevista para 2020, foi repetidamente adiada devido à pandemia.

Terá a primeira sessão oficial no Festival de Cinema de Cannes, no próximo mês.

"Maverick" adere à receita que fez da primeira "Top Gun" um sucesso, com cenas de acção intensa filmadas a bordo de verdadeiros aviões de combate da Marinha dos EUA, bem como um grande número de referências ao original.

Tony Scott, realizador do primeiro filme, morreu em 2012, mas o seu sucessor, Joseph Kosinski, "encontrou uma forma de despertar o interesse de Tom" após ver vídeos no YouTube de pilotos da Marinha que usaram câmaras GoPro durante os seus voos de treino.

"Mostrei isto ao Tom e ele disse: 'Está disponível gratuitamente na Internet... Se isso é o melhor que podemos fazer, então não vale a pena fazer o filme' E foi assim que ele concordou!" sorriu Joseph Kosinski.

Com a ajuda de engenheiros de aviação naval, os cineastas conseguiram colocar nada menos que seis câmaras nas cabinas de pilotagem dos jatos utilizados para as filmagens.

O regresso de Val Kilmer



Originalmente, o filme baseou-se no programa de treino de pilotos de elite conhecido como Topgun, que decorria numa base militar agora fechada em San Diego, Califórnia.

"Top Gun" foi um tal sucesso que os oficiais de recrutamento se viram inundados com pedidos de jovens que queriam seguir as pegadas de Maverick e dos seus camaradas. Chegaram a montar-se mesas diante das salas de cinema onde o filme estava a ser exibido.

Na altura, porém, a equipa de filmagem "não obteve muito apoio da Marinha", diz Kosinski. "Para este filme, por outro lado, quando contactámos a Marinha, abriram as portas de par em par: 'Entrem e digam-nos o que precisam'."

A produção teve mesmo acesso à base altamente secreta de China Lake, no deserto de Mojave, na Califórnia, acrescenta o realizador.

"Top Gun: Maverick" também conta com o regresso de Val Kilmer, que interpretou o rival "Iceman" no primeiro filme. Uma pequena participação, mas particularmente pungente, do actor que perdeu o uso da voz após um tratamento para o cancro da garganta.

"Val sentiu-se à vontade para o fazer. Foi muito comovente de filmar", recorda Jerry Bruckheimer.

"Ele ainda é um actor incrível, um indivíduo fantástico", confessou o produtor. Segundo ele, Tom Cruise disse: "Não fareieste filme se o Val não estiver nele".

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