Veneza, dia 1: o cinema paraíso não é aqui

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Veneza, dia 1: o cinema paraíso não é aqui

Giuseppe Tornatore mostrou "Baarìa" na abertura de Veneza. Continua à procura de um filme emocionante e popular.

É um caso bizarro. Giuseppe Tornatore tornou-se num dos nomes mais populares do actual cinema italiano com "Cinema Paraíso". Foi há 20 anos e nenhum dos filmes posteriores esteve à altura desse sucesso.

O seu mais recente filme foi exibido em Veneza com as honras de sessão de abertura, o que não acontecia com um filme italiano desde há mais de duas décadas.
 
Tornatore escolheu Bagheria (Baarìa no dialecto siciliano), na periferia de Palermo, a cidade siciliana onde cresceu, para cenário de um épico político onde procura retratar a evolução da sociedade italiana desde a II Guerra Mundial até aos dias actuais. É um filme sobre o fascismo e a democracia, o comunismo e a máfia, a pluralidade democrática, a liberdade e os direitos cívicos.

É um filme popular que exibe o vigor cénico e a capacidade de reconstituição das produções históricas italianas. 

Mas é uma obra falhada na medida em que não consegue espelhar a convulsão da história nas suas personagens. Falta-lhe drama e intensidade humana. Falta cinema paraíso apesar de parte da perspetiva da história ser contada através dos olhos de uma criança.

                           
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publicado 19:46 - 11 setembro '09

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