Veneza, dia 2: retrato de um assassíno a soldo
Richard Kuklinski, o homem gelado, interpretado por Michael Shannon.

THE ICEMAN, Ariel Vromen  

Veneza, dia 2: retrato de um assassíno a soldo

Um filme diferente sobre a máfia mostra o comportamento de um conhecido assassíno em série.

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Mafiosos e assassínos em série são personagens sedutoras para qualquer thriller ou filme policial. Michael Shannon teve a oportunidade de assumir uma figura com essas características e esse enquadramento neste drama realizado por Ariel Vromen, israelita formado nos Estados Unidos.

"The Iceman" retrata Richard Leonard Kuklinski, uma figura lendária da história criminal norte-americana, que morreu na prisão em 2006, condenado por ter assassinado a sangue frio, ao serviço da máfia, mais de um centena de pessoas.

Shannon surge irreconhecível na composição física deste gigante implacável que pesava 135 quilos e media 1,96 cm, e no retrato psicológico de alguém que disfarçava esse perfil através de um existência normal.

Kuklinski tinha uma vida dupla, era um homem de família e manteve um longo casamento com uma total dedicação às suas filhas, conseguindo esconder-lhes que matava para viver.

Shannon é irredutível na definição de uma personagem desconcertante, afetuosa e sórdida, fria e protetora. Ele define o tom de um thriller com bons papéis, que resgata Winona Ryder de uma letargia estranha e onde Chris Evans e Ray Liota compõem ótimos secundários. Enfim, sobram desempenhos que podem ter nomeações nos próximos Óscares.

Acresce que este filme trata do sub mundo da máfia sem ficar refém do género, ou seja, consegue caracterizar um determinado meio e retrarar uma figura mais complexa e com uma maldade que não decorre dos códigos próprios  desse meio.

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publicado 18:14 - 30 agosto '12

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