Veneza, dia 5: as coreografias de Tsui Hark

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Veneza, dia 5: as coreografias de Tsui Hark

O cineasta vietnamita impressiona com um épico de artes marciais

Habitual presença em Veneza, Tsui Hark (que granjeou atenção mundial em 1991 com o arrojado "Era uma vez na China"), apresentou na competição oficial "Detective Dee and the Phantom Flame".

Dee é uma personagem conceptual da China, apesar de ter nascido e vivido durante a dinastia Tang, sendo portanto real. Um homem com a clareza para descobrir a verdade nas mais complexas situações.

No filme de Tsui Hark ele é chamado pela primeira imperatriz chinesa, Wu Zetian, para investigar estranhos acontecimentos que culminaram em várias mortes por combustão espontânea.

Porém, nem tudo lhe corre de feição, pois é continuamente observado por Jing, uma jovem oficial do reino, e seguido por diversas forças a favor e contra a imperatriz. Mas Dee está determinado em desvendar o mistério.

Tsui Hark marca pontos na realização, organizando coreografias espectaculares de acção (algumas envolvendo veados), recriando com mestria o que de melhor este género cinematográfico tem conseguido desde "O Tigre e o Dragão".

Adepto confesso do cinema de Tsui Hark, o presidente do júri, Quentin Tarantino, não deverá certamente ficar indiferente a "Detective Dee and the Phantom Flame".

Convém ter presente que um dos homenageados do festival, o cineasta John Woo, carimba este ano a vertente daquilo que o grande público da China pretende ver quando vai às salas de cinema: super-produções históricas, com elaborados efeitos especiais e boas cenas de acção. E é nesse âmbito que também habita o cinema de Tsui Hark.

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