Veneza dia 5: o pior filme da Laika

Veneza 2014  

Veneza dia 5: o pior filme da Laika

São monstros e saíram das caixas... mas "Boxtrolls" não impressiona tanto como "Coraline e a Porta Secreta" nem "ParaNorman".

Trailer/Cartaz/Sinopse:
 Veneza dia 5: o pior filme da Laika
Os Monstros das Caixas Sob as encantadoras ruas de uma cidade da era vitoriana, obcecada com a saúde, classe e com o fedor dos queijos de excelência, habitam os Monstros das Caixas, abomináveis seres que rastejam de noite para fora das sarjetas e roubam o que os habitantes da cidade mais amam: as crianças e os queijos. Os Monstros das Caixas são uma comunidade peculiar, adorável e excêntrica, que habita em cavernas ...
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O Festival de Veneza antecipou o lançamento internacional do filme de animação "Boxtrolls - Os Monstros das Caixas", uma das novas produções de animação que estreará no último trimestre do ano.

Trata-se da terceira longa-metragem dos estúdios Laika, sediados em Portland, uma casa de animação que ganhou o seu publico através de "Coraline e a Porta Secreta" e "ParaNorman" dois filmes realizados em stop motion.

A Laika mantém essa identidade autoral bem definida através da animação tradicional valorizada pela projecção 3D. E neste terceiro filme continua a preferir histórias com uma temática sombria e que não abordam a questão do bem e do mal de uma forma esquemática.

"Os Monstros da Caixa" adapta o conto literário "Here Be Monsters!", de Alan Neve, e tem uma história extremamente simples, abordando o conflito entre os trolls, monstros que vivem nas galerias subterrâneas, e os humanos de uma pequena cidade.

Os trolls, seres não falantes que vivem escondidos em caixas de lixo, tornam-se uma ameaça quando raptam um bebé, e são perseguidos durante os anos seguintes por um caçador sem escrúpulos muito bem interpretado por Ben Kingsley.

O terceiro filme dos estúdios Laika é menos interessante e abrangente do que os anteriores – a historia é muito direcionada para uma faixa etária entre os 8 e os 14 anos, a opção pelo 3D não acrescenta valor artístico, falta relevância à maioria das personagens (com exceção do vilão) e curiosamente os próprios trolls, os oprimidos e protagonistas da história, são tratados com alguma indiferença narrativa.

O melhor momento do filme é uma preciosa sequência nos créditos finais, onde duas personagens desenvolvem um diálogo existencial sobre a possibilidade dos seus movimentos serem manipulados por gigantes invisíveis – progressivamente vai surgindo a imagem do produtor e animador principal Travis Knight mexendo nos seus bonecos e assumindo a condição de criador.

"Os Monstros da Caixa" foi exibido fora da competição do Festival de Veneza. Apesar de ser o meno conseguido dos filmes da Laika , esta animação acrescentou diversidade e valor artístico à seleção oficial e tem argumentos que distintos da generalidade dos filmes de animação que estrearam e vão estrear nos cinemas durante este ano.

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publicado 15:22 - 01 setembro '14

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