Viva Ingmar Bergman!
Harriet Andersson em "Mónica e o Desejo": era assim o cinema de Bergman em 1953

Clássicos  

Viva Ingmar Bergman!

A obra de Ingmar Bergman está de volta às salas escuras, através da apresentação (em Lisboa e no Porto) de 17 títulos da sua admirável filmografia. É uma oportunidade preciosa para redescobrir a herança plural do mestre sueco.

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Depois de algumas belas pistas deixadas pelo ano de 2013, com variadas e magníficas reposições — Taxi Driver" (1976), "Lawrence da Arábia" (1962), "Até à Eternidade" (1953), "Casablanca" (1942), "Viagem a Tóquio" (1953), "O Gosto do Saké (1962) ou "Hiroshima Meu Amor" (1959) — é mesmo verdade que os clássicos estão de volta às salas escuras. Agora é a vez de Ingmar Bergman.

Do mestre sueco (falecido em 2007, contava 89 anos), vai ser possível ver nada mais nada menos que 17 filmes, dez deles em cópias restauradas. Apresentada pela Leopardo Filmes, a iniciativa já arrancou em Lisboa (Espaço Nimas), chegando ao Porto (Teatro do Campo Alegre) em Fevereiro.

Trata-se de um acontecimento cuja importância decorre, como é óbvio, do lugar nuclear de Bergman na história de mais de meio século do cinema, incluindo o período vital da eclosão das modernidades dos anos 60. Além do mais, será possível ver ou rever títulos que abarcam um enorme período de trabalho, desde 1949 ("A Prisão") até 1982 ("Fanny e Alexandre").

Entre os filmes a exibir, vale a pena lembrar, por exemplo:
> "Mónica e o Desejo" (1953), revelação de Harriet Andersson, uma das actrizes emblemáticas do universo bergmaniano;
> "A Máscara" (1966), momento decisivo na sistematização das grandes questões formais e existenciais do cinema moderno;
> "Da Vida das Marionetas" (1980), extraordinária incursão pelos domínios da produção alemã.

Além do mais, recordemos que Bergman foi também um cineasta capaz de se adequar de forma eminentemente criativa aos formatos televisivos, como o prova esse admirável filme/série que é "Cenas da Vida Conjugal" (1973). Para além da riqueza e complexidade temática do seu labor, também por isso a sua obra envolve uma herança (artística e simbólica) de impecável actualidade.

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publicado 19:41 - 11 janeiro '14

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