Cultura

Teatro Metaphora vence Prémios Gulbenkian 2019

A Gulbenkian vai galardoar o Teatro Metaphora – Associação de Amigos das Artes, com 50 mil euros, destacando a iniciativa Green Steps, “que desde 2015 desenvolve diversos projetos artísticos, sempre aliados à sensibilização ambiental”

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O Prémio Calouste Gulbenkian 2019, no valor de 100 mil euros, foi ganho pelo jornalista e escritor líbano-francês Amin Maalouf, anunciou a fundação, que vai também premiar a Associação de Apoio à Vitima, um programa de rádio e o Teatro Metaphora. Segundo a fundação, o Prémio Calouste Gulbenkian 2019 será entregue na sexta-feira a Maalouf, “reconhecido como um dos nomes mais influentes e respeitados do mundo árabe” e que foi escolhido por um júri presidido por Jorge Sampaio.

Já os Prémios Gulbenkian 2019, no valor de 50 mil euros cada, serão atribuídos à APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, na área da Coesão, ao programa radiofónico ‘90 segundos de ciência’, na área do Conhecimento, e ao Teatro Metaphora – Associação de Amigos das Artes, na área da Sustentabilidade.

A Gulbenkian vai galardoar o Teatro Metaphora – Associação de Amigos das Artes, destacando a iniciativa Green Steps, “que desde 2015 desenvolve diversos projetos artísticos, sempre aliados à sensibilização ambiental”.

“O projeto envolve um grande número de cidadãos, na sua maioria jovens, sensibilizando-os para as questões ambientais”, recorda a Gulbenkian, lembrando que a iniciativa “transforma lixo em obras de arte”.

“As instalações artísticas produzidas têm impacto reconhecido não só a nível local, mas também a nível internacional”, acrescenta.

Para consciencializar o público para o uso sustentável dos recursos, a associação envolveu no seu processo criativo a comunidade local (Câmara de Lobos, ilha da Madeira), “caracterizada por diversas problemáticas sociais relacionadas com abandono e insucesso escolar, absentismo, violência doméstica, necessidades económicas, desemprego, gravidez na adolescência, famílias disfuncionais, abuso de menores, entre outras situações”, frisa a fundação.

Segundo os dados divulgados, no primeiro ano de atividade, o projeto reutilizou cerca de 2.600 garrafas PET e ainda CD inutilizados, transformando-os em flores. Um ano depois, resgataram 133 tambores de máquina de lavar, que foram transformados em candeeiros – uma instalação que já participou em prestigiados festivais e recentemente iluminou Amesterdão. Em 2017 e 2018, ilustraram telas utilizando cerca de 25.000 latas de refrigerantes.

No comunicado distribuído pela fundação, o júri reconhece as “excelentes resultados” obtidos pela APAV, que desde 1990 tem apoiado um número cada vez maior de vítimas de crime, num universo estimado em 270.000 pessoas.

O ‘90 Segundos de Ciência’, vencedor do Prémio Gulbenkian na área do Conhecimento, é um programa de rádio diário, de um minuto e meio, sem narração externa, em que um investigador diferente a cada dia explica um dos seus projetos. O programa começou a ser emitido a 21 de novembro de 2016 e é atualmente difundido duas vezes por dia, na Antena 1, com quatro repetições na antena da RDP Internacional e RDP África. É ainda difundido através da internet, pela RTP Play, podcast e website dedicado, bem como nas redes sociais Facebook e Twitter.

Na sexta-feira, a cerimónia, que assinala os 63 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, termina com um concerto pela Orquestra Gulbenkian.


C/Lusa