Desporto

Marítimo afastado da Taça de Portugal pelo Cova da Piedade nos penáltis (4-2)

O Cova da Piedade tornou-se na primeira equipa apurada para os quartos de final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer hoje o Marítimo nas grandes penalidades por 4-2, após 0-0 no tempo regulamentar e prolongamento.

© Homem Gouveia - LUSA

O 16.º classificado da II Liga afastou os insulares, que ocupam o quinto lugar na I Liga, ao segurarem o 'nulo' ao longo dos 120 minutos, mesmo após jogarem com menos um a partir dos 98.

Rodrigo Pinho e Ghazaryan falharam os penáltis para os anfitriões, enquanto Hugo Firmino concretizou o remate decisivo que ditou o desfecho da eliminatória.

Após um início equilibrado, com a formação visitante a se destacar pela sua organização, os 'verde rubros' foram subindo com mais frequência no terreno e assumiram as contas do jogo.

Mesmo sem praticarem um futebol exuberante, os insulares tiveram várias oportunidades para chegarem ao intervalo em vantagem, mas a pontaria não estava afinada.

No primeiro tempo, nota para um remate de meia distância de Edgar Costa, aos 33 minutos, e para um cabeceamento de Everton, defendido por Anacoura, aos 41.

O médio Filipe Oliveira, uma das caras novas no 'onze' maritimista, esteve em evidência na segunda parte, mas não pelas melhores razões, pois desperdiçou várias ocasiões claras para o Marítimo.

Daniel Ramos, insatisfeito com a prestação da sua equipa, lançou Ricardo Valente e Rodrigo Pinho para o ataque, adaptando Edgar Costa a lateral-direito, e o avançado brasileiro esteve à beira de resolver a eliminatória, mas o remate acertou no poste, aos 81 minutos.

O Cova da Piedade também causou alguns 'calafrios' à defesa contrária, através de Yuhao Liu e de Hugo Firmino, apostas de Bruno Ribeiro a partir do banco de suplentes.

Apesar das mudanças, o resultado não sofreu alterações no tempo regulamentar e o jogo seguiu para o prolongamento, no qual o Marítimo assentou o seu domínio, embora sem deslumbrar.

A possibilidade dos forasteiros disputarem a eliminatória ficou ainda mais comprometida quando o defesa Willyan foi expulso aos 98 minutos, deixando a sua equipa a jogar em inferioridade numérica até final.

Os madeirenses não aproveitaram a vantagem e o melhor que conseguiram foi assustar de fora da área, com os remates de Ghazaryan e Zainadine já nos minutos finais.

C/ LUSA