Desporto

Prata e recorde de Auriol Dongmo no peso deu «brilho» a Portugal

A medalha de prata de Auriol Dongmo no lançamento do peso dos Europeus de Munique destacou-se hoje no desempenho de Portugal no evento multidesportos alemão, onde já tinha o ouro do ciclista Iúri Leitão em scratch.

Prata e recorde de Auriol Dongmo no peso deu «brilho» a Portugal

© Christian Bruna / EPA

A portuguesa de 32 anos até estabeleceu um novo recorde nacional, fixando-o em 19,82 metros, contudo esse registo foi insuficiente para bater a neerlandesa Jéssica Schilder que, também ao segundo ensaio, conseguiu inatingíveis 20,24.

Quarta classificada em Tóquio2020 e quinta há um mês nos mundiais, em Eugene, nos Estados Unidos, Dongmo só foi superada pela medalha de bronze mundial deste ano, tanto ao ar livre como em pista coberta.

O último lugar do pódio foi igualmente para os Países Baixos, para Jorinde van Klinken, com 18,94 metros, enquanto Jéssica Inchude, a outra portuguesa em prova, terminou em nono, com 17,93 metros.

Pedro Pablo Pichardo precisava de 16,95 metros para avançar diretamente para a final do triplo salto, mas no primeiro ensaio ficou a seis centímetros do necessário. Voaria na segunda tentativa até aos 17,36 metros, o melhor registo entre os finalistas, com mais 16 centímetros do que o italiano Emmanuel Ihemeje.

Tiago Pereira, com 16,36 metros, avançou identicamente para a final de quarta-feira, com a 10.ª marca.

Apuramento aos pares ainda no lançamento do disco, neste caso com Liliana Cá e Irina Rodrigues, no caso da primeira com a sua melhor marca do ano, em 65,21 metros, ao seu terceiro ensaio, que lhe valeu passar com o segundo registo, só batido pela croata Sandra Perkovic, quarta nos Jogos Olímpicos, com 65,94.

Irina Rodrigues foi a derradeira atleta a conseguir a presença no evento decisivo, terça-feira, com 57,04 ao segundo ensaio.

Ainda nas disciplinas técnicas, Tsanko Arnaudov arremessou o peso a somente 19,42 metros, 1,01 metros abaixo do que já fez este ano, no único lançamento válido, ficando em 18.º.

Nos 100 metros, êxito para Lorène Bazolo e Carlos Nascimento rumo às meias-finais, no primeiro caso com o segundo lugar na terceira série, em 11,48 segundos, no segundo com a repescagem do quarto melhor tempo, em 10,33.

Nos 400 metros, João Coelho, com 45,78 segundos, acabou em quarto na sua eliminatória, mas seria o primeiro de três repescados por tempo em Munique, enquanto Cátia Azevedo brilhou ao vencer a terceira série, destacada, em 51,63 segundos.

Nos 1.500 metros, Isaac Nader ficou ainda algo afastado do objetivo, sendo 12.º na sua série, com 3.44,59 minutos, quando o derradeiro apurado o fez em 3.39,30.

Na corrida, as maratonas não deixaram boas recordações, sendo que Rui Pinto, em 20.º, foi o destaque entre os sete participantes de ambos os sexos, dois dos quais desistiram, Sara Moreira e Solange Jesus.

Rui Pinto cumpriu o traçado em 2:15.43, mais 5.23 minutos do que o alemão Richard Ringer, que em cima da meta ultrapassou o israelita Maru Teferi, que ficou a três segundos.

Fábio Oliveira (2:18.02), a competir só para a Taça da Europa, foi 34.º, Luís Saraiva (2:21.23) seria 48.º e Hermano Ferreira (2:24.21) 55.º.

No ciclismo de pista, uma queda na primeira prova do omnium condicionou o desempenho da olímpica Maria Martins, sétima nesta especialidade em Tóquio2020 e que hoje terminaria na 11.ª posição, enquanto Daniel Dias ficou uma mais abaixo, em 12.º, na mesma especialidade.

No ténis de mesa, Inês Matos perdeu na estreia da fase preliminar de grupos, com ucraniana Solomiya Brateyko, por 3-2, com parciais de 5-11, 6-11, 11-8, 13-11 e 5-11, ao fim de 32 minutos.

A segunda edição dos campeonatos Europeus multidesportos está a decorrer em Munique até 21 de agosto e reúne nove modalidades, estando Portugal representado em sete, nomeadamente atletismo, canoagem, ciclismo, ginástica artística, remo, ténis de mesa e triatlo.

A seleção portuguesa conquistou até ao momento uma medalha de ouro, através do ciclista Iúri Leitão, e uma de prata, por Auriol Dongmo, no lançamento do peso.


Lusa