Política

As contas às eleições regionais

Quem ganha e o que ganha? Quem perde e o que perde? Os madeirenses votaram e nós fizemos as contas.

As contas às eleições regionais

A nova Assembleia Legislativa Regional fica marcada pela bipolarização política

Os madeirenses elegeram 47 deputados que vão formar a nova Assembleia Legislativa da Madeira.

Os assentos vão ser distribuídos por cinco partidos. Mas quantos deputados elegeu cada um deles? 

Ora o PSD foi o partido mais votado e conseguiu assegurar 21 lugares, seguindo-se o PS com 19 membros eleitos, o CDS e o JPP, cada um deles, com três lugares garantidos. A CDU só garantiu um lugar na Assembleia na próxima legislatura.

Os assentos na Assembleia Legislativa da Madeira estão distribuídos, mas a composição do novo Governo Regional continua por decidir.

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Numa noite de vitórias, o que ficam a perder os partidos? 

Os madeirenses decidiram e 56.448 eleitores deram a vitória ao PSD. Os sociais-democratas perderam maioria absoluta e, se quiserem governar, vão ter de aliar-se a um partido da oposição. O partido tinha 24 deputados e desta vez só conseguiu eleger 21.

Em comparação com as últimas eleições legislativas regionais, realizadas em 2015, o PSD perdeu 121 votos, e, consequentemente, três (essenciais) deputados.

Este ano o PS entrou na corrida sozinho – nas últimas eleições concorreu em coligação (PS-PTP-PAN-MPT) – e conseguiu mais 36.633 novos eleitores face a 2015. Feitas as contas, foi o suficiente para somar treze deputados aos seis da últimas legislatura.

O CDS também perdeu. Votos e quatro deputados. Os centristas deixaram de ser a segunda maior força política na Região, posto que ocupavam desde as últimas eleições regionais com sete deputados eleitos. 

Ainda assim, mais de oito mil pessoas confiaram no partido e elegeram três deputados, que podem fazer toda a diferença na formação do novo Governo, e mantiveram o partido no pódio. 

O Bloco de Esquerda voltou a perder a representação na Assembleia, quando na anterior legislatura tinha dois assentos.

O PTP de José Manuel Coelho também sai do parlamento madeirense, onde estava desde 2011, e o PND, que tinha eleito um representante (que depois passou a independente), também deixa de contar na geografia política da Assembleia Regional. 

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Ilha (quase) cor de laranja

Em 2015 os resultados ditaram um Arquipélago cor de laranja, com o PSD a vencer em todos os concelhos, com mais ou menos percentagem. Mas este ano, a Madeira e o Porto Santo ganharam uma nova cor.

O PSD ganhou em sete dos onze concelhos do Arquipélago. As exceções foram as vitória do PS no Funchal, em Santa Cruz, em Machico e no Porto Santo.

O concelho que mais confiou nos sociais-democratas foi a Calheta, com 56,29% dos votos para o PSD.

No Porto Santo o cenário foi inverso. Os portossantenses deram a vitória ao Partido Socialista com mais de 50% dos votos.

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As freguesias de Gaula e Santo da Serra, em Santa Cruz, mantiveram-se fiéis ao JPP. Foram as únicas a dar uma oportunidade ao partido.

Das 54 freguesias que compõem o Arquipélago da Madeira, o PS venceu em 15 e o PSD em 37. 

Calheta 

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Ponta do Sol

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Ribeira Brava 

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Funchal

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Santa Cruz

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Machico

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Santana

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São Vicente

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Porto Moniz

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Porto Santo

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