Política

Câmara do Funchal associa-se às comemorações da luta contra a homofobia

A Câmara do Funchal associou-se hoje às comemorações do Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e Transfobia e hasteou a bandeira arco-íris, símbolo do movimento LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais), numa das fachadas do edifício (Vídeo)

© Câmara Municipal do Funchal

"Nós definimo-nos como uma Câmara humanista e progressista e as questões da igualdade e da inclusão fazem parte da nossa matriz e fazem parte também da nossa ação política", afirmou o presidente da autarquia, Paulo Cafôfo, durante a assinatura de um acordo-compromisso com a Rede Ex-Aequo.

A Câmara do Funchal compromete-se a apoiar as iniciativas desta associação, que atua na Madeira há dois anos e luta pela igualdade de direitos da população LGBTI.

"Nós sabemos bem o impacto social que tem estas questões e reconhecemos que há ainda barreiras a destruir e pontes a construir", disse Paulo Cafôfo.

Por outro lado, a coordenadora da Rede Ex-Aequo no Funchal, Carolina Jardim, destacou a importância do apoio da autarquia, considerando que é uma mais-valia na luta contra o preconceito.

"Este protocolo que a câmara está a celebrar connosco é muito importante, porque irá ajudar-nos a organizar novos eventos e iniciativas para conseguirmos combater o preconceito e a discriminação que infelizmente ainda existe, porque este tem de ser um trabalho continuado", afirmou.

Esta tarde, a associação promoveu uma atividade denominada "Abraços Grátis", que percorreu algumas das ruas mais movimentadas da baixa da capital madeirense, interpelando os cidadãos.

"É o segundo ano que estamos a realizar esta iniciativa no Funchal e o objetivo é sensibilizar as pessoas contra o preconceito e discriminação para com a população LGBTI", explicou Carolina Jardim, realçando que já é visível algum progresso ao nível da mudança de mentalidade e atitude na sociedade regional, embora ainda se verifique "muita discriminação".

O Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e Transfobia comemora-se a 17 de maio, data em que, em 1992, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais.

C/LUSA