Política

Maduro substitui presidente do Banco da Venezuela

O Presidente Nicolás Maduro nomeou um novo presidente para o Banco da Venezuela, instituição que em 17 de outubro foi alvo de um “ataque terrorista” que afetou a sua plataforma durante cinco dias, segundo as autoridades locais.

Maduro substitui presidente do Banco da Venezuela

© EPA

O anúncio foi feito pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, através do Twitter.

“O Presidente Nicolas Maduro nomeou Román Maníglia, vice-ministro de Economia Digital, Banca, Seguros e Valores para assumir a presidência do Banco da Venezuela”, anunciou Delcy Rodríguez.

Román Maníglia substitui José Morales na presidência do banco.

Segundo a vice-presidente venezuelana, a nomeação tem lugar no âmbito de uma “nova etapa de consolidação do bolívar (moeda da Venezuela) digital, no quadro do novo processo de expressão monetária”.

A substituição da atual moeda, o bolívar soberano (BsS) pelo bolívar digital (BsD) está prevista para 01 de outubro e incluiu a eliminação de seis zeros do BsS, uma medida que as autoridades venezuelanas dizem ter como propósito facilitar as operações contabilísticas.

Em 17 de setembro o Banco da Venezuela denunciou ter sido alvo de um “ataque terrorista” contra a sua plataforma, após vários clientes se queixarem, nas redes sociais, de dificuldades para efetuar pagamentos, transferências e levantamentos.

“O Governo Bolivariano da Venezuela, através da Vice-Presidência Setorial da Economia, informa o público (…) que foi perpetrado um ataque terrorista contra o sistema financeiro nacional, especificamente contra a plataforma tecnológica do BDV, a principal instituição bancária do país”, explica um comunicado divulgado em Caracas.

Segundo a nota, tratou-se de um “ataque informático” que “afetou as atividades dos utentes do banco, que não puderam utilizar os serviços bancários, realizar transações e aceder aos fundos nas suas contas”.

“Esta foi uma operação de 'hacking' maciça que pretendia fazer desaparecer e alterar os dados bancários do sistema financeiro e violar a integridade do património económico dos clientes do BDV (…) garantiremos a integridade de todas as contas bancárias, o registo de todas as transações, assim como a proteção e salvaguarda dos dados financeiros”, sublinha a nota.

Segundo a imprensa local, o BDV lidera o setor bancário venezuelano, concentrando, no primeiro semestre de 2021, 65,9% do ativo total do mercado.

Empresa estatal desde 2009, o Banco da Venezuela concentra um importante número de reformados e beneficiários dos subsídios do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

C/Lusa