Sociedade

1.883 médicos escolheram especialidade e 161 vagas ficaram por ocupar

Um total de 1.883 médicos internos escolheram a especialidade para prosseguirem a sua formação, no âmbito do concurso que disponibilizou 2.044 vagas para internato médico, anunciou hoje a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

1.883 médicos escolheram especialidade e 161 vagas ficaram por ocupar
“O processo de escolhas para a área de especialização do Internato Médico de 2022 terminou na segunda-feira, registando-se um número recorde de vagas ocupadas. Os 1.883 médicos internos do contingente geral que vão iniciar a formação nas várias especialidades superam as colocações realizadas em 2022”, adiantou a ACSS em comunicado.

A entidade que gere os recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) assegurou que 222 médicos que não tinham escolhido especialidade nos anos anteriores optaram agora por regressar ao SNS, escolhendo uma das vagas disponíveis neste concurso.

“Esse número compensou os que, podendo fazer a sua escolha pela primeira vez, não o fizeram”, salientou a ACSS, ao referir que seis das 48 especialidades não ocuparam 100% das vagas disponibilizadas.

“O processo de escolhas permitiu ainda colocar mais 503 médicos internos na formação especializada de Medicina Geral e Familiar, o que contribuirá para o reforço dos cuidados de saúde primários, permitindo caminhar para uma cobertura plena de todos os cidadãos”, adiantou também a ACSS.

O comunicado considera ainda que "assume especial relevância” o número de colocados em Pediatria (102), mais do dobro do valor registado em 2012 (47), e em Ginecologia-Obstetrícia (53), onde se verificou um aumento de 10% face ao ano anterior.

Os médicos que escolheram a área de especialização iniciarão a sua formação em 1 de janeiro de 2023.
Lusa

De acordo com a ACSS, o concurso de 2022, que agora terminou, teve por base o maior mapa de vagas de sempre para acesso à formação especializada do Internato Médico, com 2044 lugares disponíveis.

No início do mês, o ministro da Saúde afirmou que a falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde é uma dificuldade que vai manter-se nos próximos dois a três anos, até que o problema seja resolvido estruturalmente.

“Nos próximos dois, três anos ainda vamos ter algumas dificuldades com as quais vamos ter de lidar com sacrifício dos próprios profissionais semana após semana, mas vamos resolver o problema estruturalmente daqui a algum tempo”, disse Manuel Pizarro na altura, à margem da inauguração do Hospital de Lagos, no distrito de Faro.
Lusa