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Açores têm 37% da população com vacinação completa

Os Açores já administraram mais de 200 mil doses de vacinas contra a covid-19, tendo 47% da população com, pelo menos, uma dose e 37% com a vacinação completa, revelou hoje o secretário regional da Saúde.

Açores têm 37% da população com vacinação completa

© Lusa

“Em Portugal, com a primeira dose, a média de vacinados é de 46%, nos Açores essa média é de 47%. Em Portugal, com a vacinação completa, isto é, com a segunda dose ou com a aplicação da vacina Janssen, que é de toma única, a média de vacinados é de 29%, nos Açores esta média é de 37%”, afirmou o titular da pasta da Saúde nos Açores, Clélio Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

Foram administradas, até ao momento, 204.508 doses de vacinas contra a covid-19 nos Açores, havendo 114.502 pessoas com, pelo menos, uma dose (47,2% da população, segundo dados da Pordata de 2019) e 90.006 pessoas com a vacinação concluída (37,1%).

“Temos um elevado número de vacinas já administradas, o que faz com o nível de vacinação esteja de facto num processo e num nível acelerado”, sublinhou Clélio Meneses.

Entre 06 e 20 de junho, a Operação Periferia promoveu uma vacinação em massa contra a covid-19 em cinco das seis ilhas sem hospital nos Açores (no Corvo já tinha decorrido em fevereiro e março), com a colaboração de uma equipa de nove militares (seis enfermeiros, dois médicos e um farmacêutico), disponibilizada pelo Ministério da Defesa Nacional.

Cinco das nove ilhas dos Açores têm já mais de 70% da população com, pelo menos, uma dose da vacina.

São Jorge é a ilha que apresenta uma taxa de vacinação mais elevada (77,2%), seguindo-se Santa Maria (76,4%), Pico (75,5%), Graciosa (71,9%) e Corvo (70,5%).

Na ilha das Flores, apesar da operação de vacinação em massa, foram apenas vacinadas 64,4% das pessoas.

As três ilhas com hospital estão acima dos 40% de vacinados com a primeira dose: o Faial atingiu 49,2%, a Terceira 42,1% e São Miguel 41,8%.

No Corvo foram já levantadas todas as restrições de contenção da covid-19 e na ilha de Santa Maria, que está há 14 dias com 70% de pessoas vacinadas, serão aliviadas algumas medidas.

“No caso de Santa Maria, os restaurantes e estabelecimentos de bebidas e similares funcionam a partir de agora sem qualquer tipo de restrição no seu horário. O mesmo sucederá, tendo em conta que já está concluída a vacinação de 70% da população com a primeira dose, na Graciosa a partir do dia 28 de junho, em São Jorge a partir do dia 01 de julho e no Pico a partir do dia 05 de julho”, avançou Clélio Meneses.

“Na ilha das Flores, atendendo ao maior número de recusas, ainda não atingimos esse nível”, acrescentou.

Segundo o secretário regional da Saúde e Desporto, nas ilhas onde não decorreu a Operação Periferia, a vacinação está em fase de conclusão na população com patologias e “está também já a avançar-se de uma forma acentuada ao nível etário”.

“Estamos a chegar à faixa etária dos 50 anos. Estamos num momento já bastante avançado da vacinação”, disse, apelando à população com mais de 55 anos que não foi convocada para entrar em contacto com o centro de saúde ou fazer inscrição na plataforma regional de vacinação contra a covid-19.

Até ao final de julho, o executivo açoriano prevê que todas as ilhas tenham 70% da população com a vacinação completa contra a covid-19, por isso Clélio Meneses apelou a um esforço de contenção, admitindo ainda assim que o “cansaço extremo das pessoas” relativamente às medidas restritivas possa justificar algum “incumprimento”.

“Façam mais um esforço. Estamos a falar de um mês, um mês e meio, no máximo dois meses de esforço, de contenção, de evitar aglomerados, de evitar festejos, de evitar ajuntamentos, de evitar comportamentos de risco, que levem à propagação da pandemia”, pediu.

Os Açores têm atualmente 291 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, dos quais 269 em São Miguel, 11 na Terceira, oito no Faial, dois em São Jorge e um em Santa Maria.

Desde o início da pandemia foram diagnosticados na região 6.200 casos de infeção, tendo ocorrido 5.741 recuperações e 33 mortes. Saíram do arquipélago sem terem sido dadas como curadas 80 pessoas e 55 apresentaram comprovativo de cura anterior.

C/Lusa