Sociedade

Bombeiros querem gerir o financiamento atribuído pelo Estado

Os bombeiros querem alterações profundas no setor para que sejam os próprios a gerir o financimento atribuído pelo Estado. A reivindicação foi feita no dia em que uma centena de associações humanitárias de bombeiros receberam de particulares 500 equipamentos de proteção individual para o combate aos incêndios florestais.

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Bombeiros de 100 associações humanitárias receberam ontem 500 equipamentos de proteção individual para o combate aos incêndios florestais.

A iniciativa de doar os 500 equipamentos, cinco a cada associação, com um custo total de cerca de 250 mil euros, foi do grupo Mosqueteiros, no âmbito do protocolo estabelecido com a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e decorreu na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Dafundo.

Para o presidente da LBP, esta dotação é de grande importância dado que "o desgaste do equipamento nos bombeiros é muito grande, principalmente nos incêndios florestais, apesar de corresponder só a 7% da atividade dos corpos de bombeiros".

"Tudo o que seja o apoio da sociedade civil é de vital importância para minorar essas dificuldade e, ao mesmo tempo, permitir que tenhamos equipamentos com o melhor que há para o exercício desta função", disse Jaime Marta Soares.

O responsável da LBP explicou que as botas duram, em média, três anos, os capacetes duram entre oito e dez anos. O fato não dura mais de dois ou três anos e, por isso, adiantou, "a liga tem exigido ao Governo que crie condições para que cada bombeiro tenha pelo menos três equipamentos" para o combate aos incêndios florestais.

Marta Soares adiantou que está previsto para daqui a mês e meio o mesmo grupo entregar mais 500 equipamentos de proteção individual a outras associações humanitárias e entidade detentoras de corpos de bombeiros.