Sociedade

Cânticos do trabalho da Venezuela reconhecidos como património da humanidade

Os "'Cantos del Llano" são entoados nas zonas de planície venezuelanas e colombianas, ao longo de mais de 500 quilómetros de fronteira conjunta e a sua origem remonta ao século XVI (Vídeo)

Simón Díaz - "Caballo Viejo" (Cavalo Velho).

Os cânticos do trabalho da Venezuela e da Colômbia foram declarados, pela Unesco, como Património Cultural Imaterial da Humanidade, anunciou hoje o embaixador venezuelano naquele organismo, Héctor Constant.

"O expediente apresentado conjuntamente pela Venezuela e pela Colômbia dos 'Cantos del Llano' (cantos da planície ou do trabalho) foi satisfatoriamente inscrito na listagem de Património Intangível da Humanidade", disse.

Em declarações ao canal estatal Venezuelano de Televisão (VTV), o diplomata frisou ainda que "isso representa uma vitória significativa para o Governo bolivariano e o compromisso do nosso país em garantir a proteção e salvaguarda desta manifestação cultural para as futuras gerações".

Os cânticos do trabalho são entoados nas zonas de planície venezuelanas e colombianas, ao longo de mais de 500 quilómetros de fronteira conjunta.

A sua origem remonta ao século XVI. São cantados por homens a cavalo e agricultores, com voz forte e lenta, e estão relacionados com o trabalho diário de arrear e ordenhar as vacas, a quem cantam para chamar a atenção e para que não se percam.

O principal exponente desta manifestação folclórica é o cantor venezuelano Simón Díaz (1928-2014) e a célebre canção "Caballo Viejo" (Cavalo Velho).

Segundo o ministro venezuelano da Cultura, Ernesto Villegas, esta é a sexta expressão cultura da Venezuela reconhecida pela Unesco, que em 2012 reconheceu os Diabos Dançantes de Corpus Christi, em 2013 a Parranda (farra) de San Pedro, em 2014 a Tradição Oral do Povo Mapoyo, em 2015 o Tecido de Curágua e em 2016 os Carnavais de El Callao.


LUSA