Sociedade

Covid-19: Funchal sugere comemorações do 10 de Junho na cidade em 2021

O presidente da Câmara do Funchal, Miguel Silva Gouveia, manifestou hoje a sua "total compreensão" pela decisão do Presidente da República de cancelar as comemorações do 10 de Junho na Região, propondo que a cidade seja palco do programa no próximo ano.

Covid-19: Funchal sugere comemorações do 10 de Junho na cidade em 2021

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O Presidente da República cancelou as comemorações do 10 de Junho deste ano, que se iriam realizar na Madeira e na África do Sul, devido à pandemia da Covid-19, confirmou à Lusa fonte de Belém.

Marcelo Rebelo de Sousa comunicou esta decisão por carta ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro e às autoridades da Madeira, adiantou a mesma fonte.

"Considerando as circunstâncias atuais de pandemia covid-19, cujos efeitos se vão ainda estender por largas semanas, vejo-me constrangido a decidir a anulação das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que estavam previstas no mês de junho para o Funchal e junto das comunidades portuguesas na África do Sul", lê-se numa carta a que a agência Lusa teve acesso.

"Lamento naturalmente tal decisão, mas a situação atual a isso exige", acrescenta o chefe de Estado, na mesma carta

Na missiva enviada a Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Câmara do Funchal, Miguel Silva Gouveia, escreve que, "dadas as circunstâncias, é com total compreensão e solidariedade que recebemos a decisão do Sr. Presidente da República".

O autarca acrescenta a "determinação da Câmara Municipal do Funchal em fazer tudo o que estiver ao seu alcance no sentido de salvaguardar a saúde pública, manter em funcionamento os serviços essenciais e promover o bem-estar económico e social da população".

Miguel Silva Gouveia expressa ainda a "total disponibilidade do município do Funchal para, logo que existam condições”, se comemorar naquela “nobre e leal cidade, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrando simultaneamente a vitória coletiva sobre a epidemia".

"Será uma honra e propomos que assim seja no próximo ano", conclui.

C/Lusa