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Covid-19: Reino Unido regista aumento de infeções diárias com 3.991 e 20 mortes

O Reino Unido registou 3.991 novas infeções e 20 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde britânico, numa altura em que o Governo admitiu dificuldades com um “aumento colossal” da procura de testes.

Covid-19: Reino Unido regista aumento de infeções diárias com 3.991 e 20 mortes

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Os números de hoje representam um aumento dos contágios relativamente aos dados de terça-feira, quando foram contabilizadas 3.105 novas infeções e 27 mortes.

O total acumulado desde o início da pandemia da Covid-19 no Reino Unido passou hoje para 378.219 de casos de contágio confirmados e para 41.684 óbitos num período de 28 dias após um teste positivo.

O Primeiro-Ministro britânico, Boris Johnson, atribuiu hoje a escassez de testes de diagnóstico no Reino Unido, que gerou protestos de setores como a educação e a saúde, a "um aumento colossal na procura", em parte de pessoas "sem sintomas".

“O que estamos a tentar fazer agora é responder a essa demanda em velocidade recorde”, afirmou durante o debate semanal no parlamento, reivindicando que 89% das pessoas que fazem testes recebem os resultados no dia seguinte, embora tivesse prometido antes uma meta de 100% para o final de junho.

"Eu acho que a maioria das pessoas que observam o histórico deste país em termos de realização de testes em todo o território verá que se compara extremamente bem com qualquer outro país europeu”, vincou.

Johnson prometeu aumentar a capacidade para 500 mil testes por dia até o final de outubro, mas a vice-líder do Partido Trabalhista, Angela Rayner, para o chefe do Executivo se apressar a resolver os problemas.

Substituindo o líder da oposição, Keir Starmer, que se encontrava em isolamento por suspeita de infeção de um dos filhos, Rainer apontou para a “incompetência” do Governo e alertou para o risco de uma segunda vaga de casos.

“Tiveram seis meses para resolver isso, mas o Primeiro-Ministro ainda não conseguiu cumprir as suas promessas", lamentou.

Dezenas de cidadãos com sintomas, incluindo trabalhadores desservidos críticos como professores e profissionais de saúde, reclamaram nos últimos dias que eles e os familiares não conseguiram marcar testes ou que o centro mais próximo fica a centenas de quilómetros de distância.

Segundo os últimos dados oficiais, embora o Estado tenha atualmente capacidade para realizar mais 375 mil exames diários, os laboratórios processam cerca de 220 mil por dia, afetando a eficácia do sistema de detecção e rastreamento de casos de infeção, criado para conter a pandemia Covid-19.

C/Lusa