Sociedade

Madeira registou a taxa de mortalidade infantil mais baixa do país

Em 2018, a taxa regional foi de 2,1.

Madeira registou a taxa de mortalidade infantil mais baixa do país
O número de óbitos em Portugal aumentou 3% em 2018 face a 2017, a maior parte correspondeu a pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos e as doenças do aparelho circulatório foram a principal causa.

De acordo com os dados das “Estatísticas Demográficas 2018” divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2018 registaram-se 113.051 óbitos de residentes em Portugal, mais 3.293 (3%) do que em 2017.

Quanto à taxa bruta de mortalidade, foi de 11‰, um valor superior ao de 2017 (10,7 por mil habitantes).

Em 2018, a taxa bruta de mortalidade mais baixa pertenceu à Região Autónoma dos Açores (9,4‰) e as mais elevadas foram as regiões do Alentejo (14,8‰).

De acordo com as estatísticas, a taxa de mortalidade infantil subiu, de 3,3 óbitos por mil nados-vivos, quando em 2017 tinha sido de 2,7.

No ano passado, a taxa de mortalidade infantil mais baixa registou-se na Região Autónoma da Madeira (2,1 por mil nados-vivos) e a mais elevada no Algarve (4,2 por mil nados-vivos).

O número de óbitos durante o primeiro ano de vida foi superior em 2018 comparativamente a 2017, uma diferença de 0,2% (58 óbitos).

“A redução do risco de mortalidade em quase todas as idades, com a consequente sobrevivência das pessoas até idades cada vez mais avançadas, traduziu-se no acréscimo do número de óbitos entre os mais idosos”, refere o documento.

Janeiro de 2018 foi o mês em que morreram mais pessoas (uma média diária de 396 óbitos), seguindo-se o mês de fevereiro (395 óbitos).

“A análise do índice mensal de mortalidade permite observar a sazonalidade da mortalidade. Em 2018, os meses de janeiro e fevereiro foram os meses de maior intensidade da mortalidade relativamente à média anual de óbitos. O excesso de mortalidade é, contudo, preponderante nas idades iguais ou superiores a 75 anos comparativamente aos óbitos de pessoas com idades inferiores”, refere.

As doenças do aparelho circulatório estiveram em 2018 na origem de 32.732 óbitos de residentes em Portugal, constituindo a principal causa de morte (29% do total de óbitos de residentes).

No mesmo ano, 27.849 das mortes foram causadas por tumores malignos, que se mantiveram como a segunda causa de morte, com 24,6% do total de óbitos.

No ano passado, os tumores malignos foram a principal causa de morte na população masculina e as mulheres morreram principalmente devido a doenças do aparelho circulatório.

As Estatísticas Demográficas 2018 indicam que no período 2016-2018 a esperança de vida à nascença foi estimada em 80,8 anos para ambos os sexos, em 77,78 para os homens e em 83,43 para as mulheres, o que representa um ganho de 0,87 e de 0,64 anos, respetivamente, comparativamente com os valores estimados para 2011-2013.

As Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores são onde se registam os valores mais baixos para a esperança de vida à nascença em todos os triénios considerados, refere o INE.