Sociedade

Manifestantes madeirenses exigem liberdade para a Venezuela e desafiam cônsul

Henrique Vieira, o rosto do movimento civil "Luso-venezolanos Por La Verdad", que organizou o protesto, pretende ser recebido pelo cônsul, Félix Correa, para denunciar aquilo que considera ser um problema com repercussões universais.

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"Este é um problema mundial, os consulados e as embaixadas devem representar o Estado para todos os venezuelanos e, neste momento, eles são uns assalariados de um governo assassino e ditatorial que anda a criar notícias e falsas situações que comprometem os venezuelanos no exterior", afirmou.

Os manifestantes visam exigir aos responsáveis consulares respostas aos apelos de ajuda humanitária e solicitar que intercedam junto do governo daquele país para reduzir a repressão contra manifestantes pacíficos.

"Estamos aqui a exigir ao consulado venezuelano na Madeira que diga a verdade, que diga que a situação na Venezuela está complicada, que há mortes nas manifestações pacíficas e que de uma vez por todas decida de que lado quer estar na história", afirmou.

Junto às instalações foram colocadas tarjas com a frase "Maduro Dictador" e cruzes com alguns dos nomes dos que têm morrido a enfrentar o regime de Nicolas Maduro.

Henrique Vieira garante que "andam a matar manifestantes pacíficos que estão simplesmente a defender a democracia" na Venezuela, considerando que "um governo tem de ser plural, para todos".

Pedro Zamora, músico a residir na Madeira, afirma que estar junto dos manifestantes é uma forma de "dizer aos representantes da Venezuela, que fazem parte do sistema, que há muita intolerância, agressão e violência".

Considerou que todos os nascidos no país de Simon Bolívar "são venezuelanos, não importando a sua cor política".