Sociedade

Sindicato de Polícia na Madeira denuncia corte na comparticipação de medicamentos

O Sindicato de polícia na Madeira denunciou hoje, através de comunicado, o fim do acordo entre o subsistema de Saúde e Assistência na Doença da Polícia de Segurança Pública (SAD/PSP) e a Associação Nacional das Farmácias (ANF).

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A denúncia partiu do presidente da delegação do Sindicato de Polícia Pela Ordem e Liberdade (SPPOL) da Madeira, Eduardo Manuel Nóbrega da Silva, que se depara com o corte no acesso à comparticipação nos medicamentos. O Serviço de Assistência na Doença é um apoio concedido aos agentes da PSP para a compra de medicamentos.

No comunicado, este sindicato revela que já tinha levado esta questão ao Comandante Regional da PSP, nomeadamente “em relação à falta de médicos e de protocolos com clínicas e hospitais na Madeira”, tendo sido informado que havia “negociações”, situação que “já decorre há mais de um ano”. 

Esta situação penaliza igualmente os agentes da PSP nos Açores que “descontam tanto como os colegas do Continente, que têm uma grande e vasta assistência de Médicos e Hospitais e Clínicas, situação esta que na RAM não existe”, salienta, realçando que há elementos que estão privados de fazer o serviço normal por motivos desta situação.

O fim deste acordo foi comunicado à Delegação do SPPOL da Madeira pela própria Associação Nacional das Farmácias, que explica que “não havendo ainda um esclarecimento dos governos regionais acerca da responsabilidade financeira das comparticipações dos medicamentos destes beneficiários, e não tendo sido assegurada uma solução de transição pela SAD/PSP, as farmácias das regiões autónomas deixarão de poder efectuar a comparticipação de medicamentos a beneficiários desta entidade”, a partir de 20 de abril.