Sociedade

União Europeia condena veementemente novo ataque «hediondo» russo contra civis

A União Europeia condenou hoje “nos termos mais veementes” o ataque com mísseis russos a um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk, que classifica como “mais um ato hediondo de uma série de ataques contra civis”.

União Europeia condena veementemente novo ataque «hediondo» russo contra civis

© DR

“Este é mais um ato hediondo numa série de ataques a civis e infraestruturas civis pelas forças armadas russas, incluindo os mais recentes ataques com mísseis a edifícios civis e infraestruturas em Kiev e noutras regiões. O contínuo bombardeamento de civis e alvos civis é repreensível e totalmente inaceitável, e equivale a crime de guerra”, comentou o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, em comunicado.

Assinalando que “centenas de civis inocentes estavam alegadamente presentes no centro comercial na altura do ataque”, na segunda-feira, o chefe da diplomacia europeia reiterou que “a Rússia tem plena responsabilidade por estes atos de agressão e por toda a destruição e perda de vidas que provoca” e “será responsabilizada por eles”.

“A UE reitera a sua total solidariedade para com o povo ucraniano. A UE continuará a dar um forte apoio à resistência económica, militar, social e financeira da Ucrânia, incluindo ajuda humanitária”, conclui o comunicado.

O ataque de segunda-feira que atingiu um centro comercial em Krementchuk, no centro da Ucrânia, coincidiu com o segundo dia da cimeira das grandes potências económicas do G7 [Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, estando também representada a UE], nos Alpes da Baviera, no sul da Alemanha, um encontro em grande parte dominado pela guerra desencadeada pela Rússia.

Classificado como um “vergonhoso ato terrorista” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque com mísseis provocou pelo menos 16 mortos e dezenas de feridos, segundo o mais recente balanço das autoridades locais.

A guerra na Ucrânia teve início com a invasão russa a 24 de fevereiro. A ONU já confirmou a morte de mais de 4.600 civis, alertando, contudo, que o balanço real será consideravelmente superior.