Sociedade

Utentes “chumbam” Orçamento Regional para 2020

A Comissão de Utentes do Serviço de Saúde da Madeira (Sesaram) deu hoje "parecer negativo" ao Orçamento da Região Autónoma para 2020, afirmando que houve uma "redução de 13%" nas verbas para o setor.

Utentes “chumbam” Orçamento Regional para 2020

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"Damos um parecer negativo a este Orçamento, que é muito insuficiente para a área da saúde", disse o porta-voz da Comissão de Utentes, Filipe Olim, em conferência de imprensa frente à Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal, onde decorre a discussão do documento na especialidade.

A conclusão da Comissão de Utentes do Sesaram contradiz o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, que apontou para um aumento de 18,6 milhões de euros face ao ano passado.

O governante explicou, na terça-feira, no parlamento regional, que este aumento "corresponde a mais 6%", numa verba global de 323,6 milhões de euros.

O Orçamento da Madeira para 2020 é de 1.743 milhões de euros e o PIDDAR - Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração da Região cifra-se em 548 milhões de euros.

"Basicamente, o que observamos é uma redução da verba", insistiu Filipe Olim, sem, contudo, especificar como é que a Comissão de Utentes chegou a essa conclusão.

O responsável alertou, por outro lado, para o crescimento das listas de espera, que define como sendo um problema "muito grave".

"As listas de espera acabam de aumentar para 21.400 utentes. Isto é muito grave. O número está constantemente a aumentar, mesmo tendo em conta a aplicação do programa de cirurgias, este ano orçamentado em 5 milhões de euros", disse.

Filipe Olim destacou também a necessidade de adotar medidas para estimular a fixação de pessoal da área da saúde na região autónoma e realçou a importância da construção do novo hospital da Madeira, que deverá ter início este ano.

"Claramente que é necessário um novo hospital, mas não podemos ficar cinco ou seis anos à espera, até a totalidade da construção, para serem abordadas medidas concretas para fazer face aos problemas do Sesaram", advertiu.

C/Lusa