O campeonato do Benfica até chegar ao ‘tetra’

| 1.ª Liga

Raúl Jiménez posou para o tetra
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Este sábado, o Benfica alcançou o inédito tetracampeonato que ainda não tinha conquistado em toda a sua história. A equipa da Luz conseguiu pela primeira vez ganhar quatro ligas consecutivamente e a falange benfiquista festeja mais um troféu. Para chegar ao feito os ‘encarnados’ tiveram de passar por inúmeras vicissitudes deixando para trás o rival mais direto: o FC Porto. Com uma jornada ainda por disputar recordamos o campeonato da equipa de Rui Vitória e os momentos-chave que levaram a equipa da Luz a festejar o tetra.

Após a conquista da Supertaça, ainda no mês de agosto, o Benfica iniciou mais uma temporada em Tondela. A Liga teve início para a equipa da Luz com um triunfo por 2-0, com Lisandro López e André Horta a marcarem os tentos que valeram os primeiros três pontos da turma de Rui Vitória.



Depois de começar o campeonato com o pé direito fora de portas, o primeiro jogo no Estádio da Luz não correu da melhor maneira para os encarnados que perderam os primeiros pontos na Liga. Frederico Venâncio calou a Luz com um grande golo de cabeça e só numa grande penalidade, Raúl Jiménez conseguiu restabelecer o empate final a um golo.

Seguiram-se sete triunfos consecutivos para a equipa de Rui Vitória que teve em Chaves o teste mais difícil. Num campo complicado, o Benfica teve de suar para vencer o Desportivo, recém-promovido ao campeonato português. Só na segunda metade do jogo, Mitroglou quebrou a resistência transmontana que viu Pizzi a colocar um ponto final no marcador, com um oportuno remate à entrada da área.



O primeiro grande teste de Rui Vitória surgiu a 6 de novembro. No Estádio do Dragão, o Benfica desafiou a imbatibilidade no campeonato frente ao FC Porto, de Nuno Espírito Santo. Numa partida dominada pelos Dragões, foi Diogo Jota a inaugurar o marcador no início da segunda parte. Os encarnados remeteram a posse de bola para o adversário durante vários períodos do jogo mas ao minuto 92, Lisandro López gelou o Dragão e bateu Casillas num cabeceamento após cruzamento de André Horta. Um ponto para o Benfica conseguido no último suspiro.


A primeira derrota do tricampeão
Depois de resistir ao desafio do Dragão e de receber e golear o Moreirense na jornada seguinte, o Benfica acabaria por sofrer o primeiro revés em dezembro. Na Madeira, na inauguração do novo Caldeirão maritimista, o jogo foi de sabor amargo para o tricampeão.

Ghazaryan, o internacional arménio, fez o primeiro golo da noite logo aos cinco minutos, colocando uma tarefa hercúlea em mãos para os jogadores de Rui Vitória. Perto da meia-hora, uma boa incursão de Nélson Semedo no ataque benfiquista acabou com o involuntário de golo de Gonçalo Guedes.

Mas a insistência madeirense deu frutos, com Maurício Antônio a conseguir colocar o Marítimo novamente na frente, ao cabecear com sucesso para o fundo da baliza de Ederson já na segunda parte.



Na jornada seguinte, nova prova de fogo para o Benfica. Vindos de duas derrotas consecutivas com Marítimo e Nápoles, na Liga dos Campeões, os encarnados receberam o Sporting em mais um dérbi entre as equipas da Segunda Circular. Em mais uma partida de domínio da posse de bola dos leões, a velocidade de Rafa e Salvio e a sagacidade de Raúl Jiménez permitiram ao Benfica chegar à vantagem de dois golos num Estádio da Luz apinhado.

Bas Dost ainda ameaçou o triunfo benfiquista ao reduzir o marcador mas os três pontos ficariam na Luz, num jogo altamente contestado pela equipa de Jorge Jesus, devido à atuação de Jorge Sousa, por não ter marcado duas grandes penalidades na área encarnada.


Pantera surpreende e assusta o Estádio da Luz
Já a jogar no ano de 2017, o Benfica tentava dar continuidade à boa forma conseguida após a derrota frente ao Marítimo. Quatro triunfos consecutivos, dois deles frente ao eterno rival Sporting e outro conseguido em Guimarães, frente ao Vitória local, com golos de Mitroglou e Jonas.

No Estádio da Luz e para fechar a primeira volta, o Benfica recebeu o Boavista e foi surpreendido pela entrada felina da equipa axadrezada. Meia-hora de jogo e os adeptos benfiquistas mostravam-se atónitos pelo que viam em campo. Eficácia total do Boavista, que aos 30 minutos goleava o Benfica por 3-0.

Iuri Medeiros, Lucas Tagliapietra e André Schembri colocaram a defesa do Benfica em sentido com um festival de eficácia à frente da baliza de Ederson Moraes. Tarefa complicada para os homens de Rui Vitória que tiveram em Mitroglou o primeiro tónico para tentar a recuperação.



Três golos para a Pantera contra um do Benfica ao intervalo. Na segunda metade a pressão benfiquista deu frutos. Jonas marcou de grande penalidade e Fábio Espinho teve o azar de colocar o esférico na própria baliza. Empate amargo para  os da Luz, com o FC Porto a aproveitar o deslize dos encarnados, com um triunfo caseiro sobre o Moreirense.
Derrota no Sado e FC Porto a aproximar-se
O início da segunda volta deu-se tal como havia sucedido a primeira: com um triunfo sobre o Tondela. No entanto, em Setúbal, na 19.ª jornada, o Benfica voltou a ser derrotado e começou a ver o FC Porto a ameaçar a liderança do campeonato.

Jogo complicado para o Benfica contra Sadinos que mostraram um bloco coeso e argumentos para atacar a baliza de Ederson Moraes. Zé Manuel, emprestado pelo FC Porto, mostrou cabeça numa das grandes jogadas da equipa José Couceiro. Cruzamento tenso e certeiro de Arnold, com o extremo setubalense a corresponder da melhor maneira.



Com dois deslizes em apenas três jogos, o Benfica via a vantagem de seis pontos para o FC Porto, encurtada apenas para um, após triunfo dos Dragões na Amoreira, frente ao Estoril-Praia, por 2-1.

Numa grande forma, a equipa de Nuno Espírito Santo continuou a pressionar as águias na liderança da Liga. Em Braga, o Benfica teve novo teste de fogo que acabou por ultrapassar. Mitroglou apareceu no lugar certo à hora certa e com uma excelente jogada individual marcou o único golo da partida.



Vitória magra que os jogadores de Rui Vitória defenderam com unhas e dentes. Três pontos difíceis vindos do Minho com um golo do melhor marcador da equipa esta época.
Águias e Dragões vacilam no topo da Liga
A jornada 26 vestiu-se de extrema importância para o desenrolar dos acontecimentos no campeonato português. Visita complicada do Benfica à Mata Real que terminou num empate sem golos. Perda de pontos numa altura crucial da época já que o FC Porto estava apto para arrebatar a liderança às águias.



No entanto, os Dragões vacilaram em casa frente ao Vitória de Setúbal. Corona ainda colocou o FC Porto à frente do campeonato mas coube a João Carvalho repor a igualdade no Dragão. O jogador emprestado pelo Benfica silenciou o estádio azul e branco e tirou pontos ao vice-líder, tal como Zé Manuel já havia feito ao Benfica na 19.ª jornada.

Na partida seguinte, clássico no Estádio da Luz entre Benfica e FC Porto. Um jogo definidor para as contas do campeonato. Novo empate para ambas as equipas. Jonas marcou logo aos cinco minutos, na marcação de uma grande penalidade mas Maxi Pereira conseguiu empatar o jogo aos 50 minutos, naquele que foi o seu primeiro golo no Estádio da Luz.



O FC Porto terminou a partida ‘encostado às cordas’ pelo Benfica que procurou o triunfo até ao fim do jogo mas a equipa de Nuno Espírito Santo teve em Casillas um jogador superlativo, que voltou a mostrar estar em grande forma cada vez que vai Estádio da Luz.

Dois empates consecutivos para os dois primeiros classificados da Liga Portuguesa que beneficiaram o Sporting que ainda tentava a aproximação ao topo do campeonato e sonhava com a conquista do título ou a qualificação direta para a Liga dos Campeões.

E foi ainda com esse desejo que o Sporting recebeu o Benfica na 30.ª jornada. Mais uma dérbi da Segunda Circular que podia servir os interesses do FC Porto, que se encontrava a três pontos do Benfica. Mais um empate para Rui Vitória em clássicos, depois de as duas equipas terminarem a partida com um golo para cada lado.

Adrien abriu o marcador em Alvalade por intermédio da marcação de uma grande penalidade, após infantilidade de Ederson Moraes, que rasteirou Bas Dost, após perder o esférico para o holandês. Num encontro em que duas equipas fizeram mais para não perder do que para ganhar, o Sporting acabou surpreendido com o golo do empate do Benfica.



Aos 65 minutos, um livre direto marcado por Victor Lindelof deixou Rui Patrício pregado ao chão e os encarnados igualaram a contenda. Sem mais oportunidades de maior para leões e águias, o jogo terminou empatado.

Mais uma oportunidade de ouro para o FC Porto se aproximar, depois de um deslize em Braga. A jogar com o Feirense em casa, mais uma vez, a equipa de Nuno Espírito Santo não foi capaz de capitalizar o jogo da equipa em golos e jogo terminou com um nulo.
Via aberta para o tetra
Com mais quatro partidas por disputar, Benfica e FC Porto estavam separados por três pontos. À entrada da 31.ª jornada, o Benfica esteve perto de soçobrar frente a um Estoril-Praia personalizado, no Estádio da Luz mas a inspiração de Jonas afastou os encarnados de males maiores, com dois golos e uma vitória por 2-1.

Em Chaves, o FC Porto continuava a perseguição, com uma vitória fácil e dominante sobre o Desportivo e foi a 32.ª jornada a decidir o campeonato. Duas deslocações complicadas para ambas as equipas que poderiam significar perda de pontos, mais do que importantes para a conquista do campeonato.

No Caldeirão, o FC Porto ainda manteve a esperança com golo de Otávio mas a segunda metade trouxe a resposta da equipa de Daniel Ramos, que colocou Djoussé em campo e viu a aposta a ser bem-sucedida. O camaronês marcou o golo do empate, que prevaleceu até ao fim da partida. Perda de pontos comprometedora para a equipa de Nuno Espírito Santo que esperava pelo embate entre Rio Ave e Benfica nos Arcos.

Em Vila do Conde, ambiente hostil para o tricampeão que muito teve de correr e suar para garantir os três pontos. Raúl Jiménez, que não marcava há cinco meses, foi o homem do jogo ao estar no lugar certo à hora certa, numa jogada de contra-ataque fatal para os da casa.



Gonçalo Paciência ainda assustou os adeptos benfiquistas com um remate ao poste nos últimos minutos de jogo mas o triunfo vestiu de encarnado. Golo de ouro do mexicano para os benfiquistas que com um triunfo difícil tinham via aberta para o tetra, ao conseguir cinco pontos de vantagem sobre o FC Porto.

A 13 de maio, no Estádio da Luz, o Benfica foi demolidor. Contra um Vitória de Guimarães que prometia dificultar a tarefa do tetra, os encarnados entraram muito fortes e selaram a conquista do tetra com uma goleada por 5-0.


Golos de Cervi, Jiménez, Pizzi e Jonas colocaram um Estádio da Luz lotado em polvorosa, com a consagração do tetracampenato, inédito na história do Benfica.

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